Somos o que praticamos – e escolhemos como respostas para atender as necessidades que passa pela exigência do despertar, do crescimento e esforço que acaba dando sentido a vida, aos sonhos e a direção que nos leva a usar o tempo que passamos aqui com sabedoria.
Somos o que praticamos porque, dentro dessa transitoriedade do tempo e das nossas escolhas, obviamente, todas elas tem múltiplas respostas, precisamos construir algo de útil a nós e aos outros. Então, existe a necessidade do esforço. Mas, o ajuste entre homens e mulheres, assim como o reconhecimento pelo que se faz, nem sempre é justo. Pois, apesar de muitos esforços, seja eles, de um dia ou de uma vida inteira, aparece tarde, especialmente, o reconhecimento feminino.
“ O mérito pelo reconhecimento feminino é tardio.”
Qual é a razão disto? Levado para o hilário da situação, penso que seria para alçar o sentido de longevidade, – e de que um dia, esse reconhecimento vem mesmo de qualquer maneira. Ledo engano! Na prática, quando se trata de mérito ou reconhecimento pelo que se faz, existe uma diferença muito grande entre homens e mulheres. Os homens, acabam ganhando esse reconhecimento muito mais cedo; tanto que muitos assumem cargos de poder antes dos quarentas e as mulheres aos sessenta anos. Hoje, um pouco menos, porque vemos mulheres assumindo também esses cargos, mas com uma característica marcante que é dada pelo “ envelhecimento “. Um exemplo do que falo é uma mulher diante de funções importantíssimas, mas que obedece um arquétipo construído de acordo com essas características onde se nota “ cabelos brancos e trajes que evidenciam roupas milimetricamente, pensadas com parâmetros que obedecem a ideia de respeito e dignidade.
Os homens poderosos também seguem regras específicas, mas acabam tendo mais liberdade; tornando-se assim, menos prisioneiros de certos “ padrões “ estabelecidos pela sociedade. E quanto ao mérito? Uns vem pela nobreza de um trabalho árduo produzido a vida inteira, enquanto outros são negligenciados ou surge, por escolha de um grupo por representar um determinado interesse.
O importante é fazer a nossa parte e nos tornar pessoas capazes de iluminar o caminho por onde passamos e fazer o que gostamos com paixão; manifestando assim a perfeita sabedoria.
Marii Freire. Mérito
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Imagem: autoral/ IA
Santarém-Pá, 6 de novembro de 2026/ Amazônia. Brasil
