O Direito de Lutar Por si Mesma
Escrever sobre violência contra a mulher é uma forma de não ser omissa ao problema. É necessário contestar as coisas que são erradas, especialmente, as coisas que limitam o direito do indivíduo e que o expõe ao perigo, ao ódio e todas as formas de injustiças.
E, para fortalecer tudo o que digo, é notório o fato de que precisamos ser muito humanos para nos preocupar com a dor e com formas de diminuir isso em meio as adversidades. A violência é intolerável, onde já se viu, ainda hoje, a mulher ter que pagar com a própria vida, os desejos de seu benfeitor? “ Mesmo que esse desejo seja aniquilar aquela que pela desobediência, acabara se tornando um desafeto; ocasionado pelas próprias circunstâncias, que muitas vezes, é término da relação, onde o desprezo e a fúria, são fatores que contribuem para a morte da vítima. É triste e desumano avaliar como essas mulheres são mortas. Mas, elas são e da forma mais horrenda possível.
Eu escrevo para alertar e dizer que:
“ Existem histórias que nascem da dor. Mas, elas podem se transformar em exemplos de coragem.”
Mesmo que demore ou que essa mulher nunca queira tocar nessa “ ferida” ela pode lutar e, lutar para transformar outras vidas através do próprio exemplo ou da coragem de ir contra toda essa violência.
“ A violência é uma forma de paralisar essas vítimas. Todavia, postergar o direito de lutar por si mesma, não é algo que possa ser desprezado.”
A decisão de sair de uma relação que machuca é da mulher. A minha escrita é um alerta para que elas conheçam as formas de violência e peça ajuda.
Marii Freire. O Direito de Lutar Por si Mesma
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Imagem: autoral
Santarém- PÁ, 28 de outubro de 2026/ Amazônia. Brasil
