Eu sou resistência,
Onde encontro miséria e morte,
Eu sou liberdade
Intolerância a violência,
A violência que nega o direito à vida.
Meu instrumento é a voz.
Entre um contexto e outro,
Firmo os passos no chão.
Não recuo.
A barbaridade humana,
Me faz olhar para a vida com perplexidade,
A dor e a natureza humana.
Muitas vezes, se reveste de tirania,
E não há poesia que que faça bonita a agonia
De quem precisa de ajuda de noite e de dia.
A dor que não cabe nos versos,
Nos poemas,
Na no horário nobre.
Mas cabe no estômago vazio.
Sim, Senhores,
A dor da fome ainda é uma realidade.
O feijão,
A carne
e o leite
Para muita gente não é frescura.
É uma necessidade.
É por isso que eu sou voz
É por isso que os livros, mesmo os que são feitos de poesia, são vozes.
A poesia social aborda temas como, fome, violência, indiferença, entre tantas dores e murmúrios de quem não tem como se revoltar contra ela.
E sabe qual é a grandeza entre os capítulos, Senhores?
Na escrita também se encontra exílio.
Contra o que você luta?
Eu luto contra a violência, nas ruas, nos bares, no lar ( violência doméstica)
E o que todas elas nos ensina?
Que a linguagem pode mudar em cada uma dessas realidades.
Mas a realidade nem sempre.
O sentido da dor,
Nem sempre.
Mas nós podemos lutar e mudar a realidade.
Denunciar as mazelas humanas,
É uma atitude a qual me faz continuar lutando.
Eu sou Resistência!
Marii Freire. Resistência
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
Imagem: Marii Freire ( Arquivo Pessoal)
Santarém-PÁ, 9 de setembro de 2026/Amazônia. Brasil
