Entre uma leitura e outra, vamos tomando aquele cafezinho, sem nos desvencilhar da realidade. Ora, esse momento é redentor, mas também é preciso dizer que após despertar o paladar, se faz necessário sentir a vida. E a vida nem sempre tem o sabor que gostaríamos. Mas, independente disso, é preciso praticar o autocuidado.
De tal modo, que por mais simples que isso seja, não devemos nos abandonar. Acho que você entendeu sobre o que é a nossa conversa, não é? Toda mulher deve valorizar pequenos momentos que a faz “ despertar “ ou “ descobrir-se“ novamente perante a vida.
No entanto, ao escrever esse post, eu sei que nem todas sabem o que é isso, seja por trabalhar demais e cuidar dos filhos ou por terem esquecido do que gostam.
Mulheres que sucumbiram à violência do dia em seus relacionamentos, elas sabem mais sobre o gosto de seus parceiros do que dos seus. Você pode perguntar para uma mulher que passou por um relacionamento doentio, sobre que tipo de comida ela gosta ou que roupa, ela usava antes de entrar na relação com um homem controlador. Certamente, essa mulher irá passar alguns minutos tentando organizar essa tarefa em sua mente. O esquecimento é manifestação legítima de uma espécie de “ apagão ” promovida para que ela perca o brilho, e por vezes, noção da própria realidade.
Uma relação doentia, ela faz você se “ abandonar” de modo que, para essa mulher se redescobrir novamente, ela precisa romper com o ciclo abusivo. E o conselho que deixo a você é “ faça isso “, se conecte consigo mesma novamente. Se olhe; se admire. Procure fazer pequenas coisas que dão prazer. Pois é, diante da nossa maior lucidez que nos salvamos.
Marii Freire. Autocuidado
Nota: Texto escrito no Instagram na página “ marii freire_oficial”
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Imagem: autoral
Santarém-PÁ, 14 de maio de 2026/Amazônia/Brasil
