A violência contra a mulher cresce no Brasil. Conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública ( MJSP), o país alcança novos recordes em relação ao problema, assim como o aumento do feminicídio. Na prática, foram 399 vítimas que perderam suas vidas pelas mãos de seus algozes, entre os meses de janeiro a março deste ano ou seja, um aumento significativo só no primeiro trimestre de 2026.

Essa violência é o reflexo da falta de proteção, ainda maior a favor da mulher. O que estamos vendo é um número de mortes se tornando notório cada dia mais. Em relação a comparações feitas com anos anteriores, essa confirmação se concretiza por meio de registros que nos fazem entender como isso vem acontecendo. Em 2025, os números em relação ao feminicídio foram de 1.470 casos. Agora, esses dados são ainda maiores, chegando a 1.464 vítimas em relação a 2024.
A violência é um problema que tem que ser tratado com a sua devido importância. Mais, aqui acrescento que, a mesma deva ser tratada com “ a sua devido urgência “. Pois, enquanto grande parte dessa responsabilidade é dada à mulher, porque o problema é dela. Portanto, cabe a mesma o ( dever de denunciar), a maioria ainda se cala. E se cala por diversos motivos, entre eles, a falta de segurança.
A lei é um norte
A lei é um norte na vida da mulher que é vítima de violência; a lei é um marco histórico inclusive, em relação a suas conquistas por direitos, mas também tem muitos entraves que fazem com que essa mulher que é vítima tenha receios. É por isso que muitas preferem calar, mesmo sofrendo. Além disso, temos mais fatores que se juntam a essa somatória de problemas que é o caso da vítima que, mesmo sofrendo maus-tratos, ela não reconhece que a violência se concretiza por meio dessa falta de “ respeito” e “ humanidade” do outro. Há mulheres que ouvem coisas pesadas e, deixam passar por não ser um “ tapa”. Para essas mulheres vale dizer que “ violência não é só agressão física”
“ Nem toda violência deixa marcas. Mas, deixa traumas. Isso é a expressão genuína de um traço dessa violência que não se apaga.”
Aliás, é justamente, o resultado do acúmulo que é tolerado por essas mulheres que, coopera para o aumento desses índices de mortes violentas no país. Mas também é preciso afirmar que o sistema ainda deixa a desejar, porque se essas vítimas tivessem a proteção devida, haveria muito mais denúncias do que silêncio, assim como, menos sangue espalhado pelo chão. Penso que a resposta ao problema é cuidar dele com a devida ciência e urgência que merece. Condição de avançar nesse sentido, se tem, desde que realmente [ se queira] cuidar melhor das mulheres, esse é um objetivo alcançável.
Marii Freire. Recordes de Feminicídios no Brasil
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Dados:
Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Imagem: autoral
Santarém-PÁ, 7 de maio de 2026/Amazônia/Brasil
