Goza a euforia do voo, meu anjo,
Não importa a rota, voa!
Abre tuas asas,
Esse mundo agora é seu!
Vai ao encontro de ti mesmo,
Procura a tua felicidade,
Quem sabe assim, encontre o pássaro perdido em ti,
Vá!.. mesmo deixando o chão tramado de saudades,
Busque outro ninho
Busque outro verão…
Há sempre uma promessa no nascer do Sol
Este é o tempo de nascer…
Se refazer de velhos destinos,
Dizer adeus ao tempo de tristeza.
Mas te peço uma coisa:
– Tomas cuidado com o vento e os abismos
e tudo que intriga os olhos.
Compreenda que há perigo no final de cada estrada sinuosa.
E que cega são as nossas lágrimas e colérica é a situação que não inverte.
Por isso, cuidado com a colmeia da noite incerta.
Escuta o que diz a tempestade,
Ela tem as suas razões.
Vamos, voe…este é o seu tempo!
Canta e voa, meu anjo!
Enquanto abre tuas asas, distribua a sua força e equilíbrio sobre elas,
Vislumbra a beleza da vida vista do alto,
Toda ascensão parece infinita,
e toda liberdade vista de cima parece melhor…
Quisera eu ter o pleno controle da vida sobre as altas torres
Quem sabe assim, me fizesse mais justa perante a injustiça implacável deste mundo,
Creio que, saberia também ser menos ignorante,
Mestiça de sorte!
Mas quero a sua alegria, seu sorriso e a sua felicidade.
Eu imagino como te sentirás feliz!
Por ora, e no mesmo lugar, fico parada… contemplando a tua partida,
Sentindo a brisa leve sobre o rosto esvaindo o resto de suas lembranças.
Voa, querido!
Marii Freire. Voo
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Santarém, Pá 17 de janeiro de 2024

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