Fernando Pessoa

Nem rei nem lei,

nem paz nem guerra,

Define com perfil e ser

Este fulgor baço da terra

Que é Portugal a entristecer –

Brilho sem luz e sem arder.

Como o que o fogo- fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.

Ninguém conhece que alma tem,

Nem o que é mal nem o que é bem.

( Que ânsia distante perto chora?)

Tudo é incerto e derradeiro.

Tudo é disperso, nada é inteiro.

Ó Portugal, hoje és nevoeiro…

É a Hora!

(Fernando Pessoa. Obra poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1965. p. 89)

Literatura Brasileira em diálogo com outras literaturas e outras linguagens. William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. 5 ed reform. São Paulo: Atual, 2013

Marii Freire

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Imagem: pinterest/ Inês

Santarém, Pá 17 de janeiro de 2024

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante