A violência doméstica é algo que não deve ser ignorado. Embora, saibamos que a estatística em relação ao problema, ultrapasse os números reais dos quais tem-se informação, até porque essa questão oscila bastante, uma vez que em determinado período do ano, a mulher denuncia mais; enquanto em outros, esses números despencam ( mas não significa dizer que a violência não esteja acontecendo), acontece. Todavia, essa é uma realidade que não se faz ser conhecida por inteira, – e por inúmeros motivos, seja: medo, ameaça e outros; o que torna a mulher refém do problema, sem que se possa alcançar e ao mesmo tempo, revelar essa questão ao maximo. Ou pelo menos, como se trabalha para isso, de modo a zelar pela vida dessas vítimas. A verdade é que, os números em relação a violência doméstica, são maiores do que aqueles que viram estatísticas anualmente.
Devido a falta de atenção e importância no momento certo, muitas mulheres acabam por subestimar a violência. Elas preferem ficar presas a uma relação abusiva por exemplo, do que por fim. E o que ela faz quanto a isso? Arruma desculpas, não reage a falta de respeito ou recebe tudo de ruim que o parceiro/ parceria faz sem a devida atenção, até que a violência ocorra. Há mulheres que deixam passar tudo só para manter o relacionamento. E por incrível que pareça, mesmo apanhando, tem mulher que prefere ficar.
Como resultado dessa situação, a mulher desenvolve a aceitação e extrema submissão à autoridade do homem, do parceiro abusador. Claro, como sabemos, nos relacionamentos abusivos, essa relação autoritária nasce muitas vezes por meio de uma construção subjetiva. Não é logo o grito e o soco que surge, e sim a manipulação, a chantagem, o comportamento agressivo e outros. Depois, só muito adiante, é que vem o soco. Então, forçada a própria obediência, essa mulher sofre algumas punições, rejeições até ampliar esse leque de crueldade “vou dizer assim” para não deixar o homem que ela elege como o seu amor, seu parceiro de vida.
Por uma questão cultural, onde o próprio machismo se apresenta muito forte, o homem se sente no direito de agir dessa maneira com a mulher. Ele procura mostrar uma autoridade superior e uma imposição dessa autoridade, e para isso usa meios que dificulta até esse processo de absorção da mulher capitar essa violência. Às vezes, a mulher confunde isso com amor. E o autor da ação, justifica inclusive: ” Ah, você provocou!”. Não, o nome disso é violência.
É importante ressaltar que a mulher não ” romantize a violência e nem a subestime.
Não espere pelo primeiro grito, soco ou ameaça de morte para reagir.
Qualquer motivo que exija a sua atenção, olhe para isso. É importante ter ciência de que – amor e dor não combinam. Surgiu aquele instinto de alertar, preste atenção no que ele quer dizer. E não esqueça: Não à violência.
Marii Freire. Violência Doméstica
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Imagem: Autoral/Tik Tok/ Instagram/ Facebook
Santarém, Pá 12 de janeiro de 2024

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