Violência Patrimonial
O último exemplo de violência patrimonial é pra você pensar. Ora, quantas mulheres não se veem diariamente presas a esse exemplo? A mulher se casa, passa uma vida inteira cuidando da casa, do marido, dos filhos. Em muitas realidades, ela é a governanta, – não a esposa, porque cuida de tudo e todos, e não recebe remuneração por isso. ” Ah, Marii…mas você fala do trabalho doméstico “, não tem relação com violência patrimonial”. Eu te pergunto, será que não? Avalia o trabalho de uma dona de casa, quanto tempo é de dedicação? Ela entrega naquilo que faz certinho? Não tem autonomia nenhuma, essa é que é a verdade. Se essa mulher precisar de dinheiro, vai pedir ao marido, na maioria das vezes, ele vem com ignorância perguntando: ” Pra que você quer?” Ora, quem precisa de dinheiro precisa suprir alguma necessidade, não é isso? Comida, roupa lavada, carinho, proteção…tudo posto à mesa. Claro, só não entra aí, o valor a ser pago pelo trabalho prestado. Afinal, o resultado de todo esse esforço é para o bem-estar de todos. Agora, a grande pergunta: ” Por que a mulher ao pedir um determinado valor ao marido, tem que ouvir que gasta muito, tem que facilitar a vida do marido ou passar por vários tipos de humilhações?” Compreende a questão? Esses valores divergem entre si, se é que me entendem. Quando se fala que a mulher tem que trabalhar, significa dizer que ela merece ter a sua autonomia financeira, ter a possibilidade de comprar o melhor pra ela sem ter que se humilhar para ” pagar um batom!”. Quando a mulher não faz isso, ela sempre irá se submeter às condições do outro! E o que é pior, vai ficar feliz como aparece no exemplo, porque “achou algum valor… no bolso da causa do marido”, que pode ter sido troco de uma cerveja, do motel, etc. O valor encontrado, não é para você comemorar, é para pensar…aonde se deixa ser lesada.
Marii Freire. Violência Patrimonial
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Imagem: Autoral
Santarém, Pá 11 de janeiro de 2024
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