Sempre há uma saudade
Não declarada,
Indizível,
Debilitada,
Mas nem por isso inerte.
Não há manhãs serenas onde a saudade não possa florir.
É aquilo, ela aflora, chora
Chafurda na lama da frustração,
Arruma um jeito de caminhar de um lado para o outro,
Vai longe!…
Eu cá despetalando as minhas emoções
Lembrando do cheiro doce das manhãs,
Onde enfeitava o teu dia
Com flores e perfumes de aromas relaxantes,
Para que tu, meu amor – pudesses respirar os primeiros minutos agradabilíssimos das primeiras horas.
Oh, quanta dedicação!
– Um lavandario de sentimentos puros, religiosamente, eram espalhados pelo ar – tudo pensado,
e pior…erguido pra você
Como se ergue altares aos anjos!
Senhores de nossas preces.
Mas agora já não importa,
Fecho essa pORTA…
Olho p’ra tudo, e sei que é absurdo
Medir forças com as emoções.
Ficam as flores
Como prova do amor
Que se tornou um mAR de silêncio
Diante de minha expressão severa de adeus,
e olhar esplêndido de quem contempla a beleza do voo.
Foi- se embora, não com um canto melancolizante,
Mas de quem canta a própria liberdade.
Marii Freire. Saudade
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Imagem: pinterest/ Tumblr
Santarém, Pá 9 de janeiro de 2024

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