Eu sempre gostei de escrever

Eu sempre gostei de escrever. Na verdade, escrever sempre foi um ofício prazero pra mim. Eu fazia boas redações na escola, escrevia muito em casa, não por obrigação, mas por prazer mesmo. Minha mãe, até hoje, ainda deve ter guardado alguns manuscritos meus, como fichários, cadernos comuns que eu comprava e customiza a capa para escrever. Talvez, pela aproximade com os livros, já que passava um bom tempo nas bibliotecas pesquisado (como não tinha dinheiro para comprar livros pessoais), eu tinha que ir pesquisar nesses espaços para suprir esse déficit e, ao mesmo tempo, conseguir entregar os trabalhos escolares nas datas determinadas. Por outro lado, como lia muito, sentia a necessidade de externar esse diálogo que tinha adquirido através dos livros e uma variedade de temas.

Quando fui cursar a faculdade de Direito, eu comecei escrever textos pequenos sobre temas como, estupro, alienação parental e violência contra a mulher, onde publicava isso no Facebook. Muitos colegas curtiam e interagiam. Então, entre publicações normais que se faz numa rede social, eu escrevia esses textos e fui me dedicando cada vez mais a temas que tinham o direito como um norte na minha vida.

” Eu escrevia textos com temas voltados ao direito, desde a faculdade.

Casos de abuso sexual e mesmo violência, eu sem querer, comecei “descobrir” por conta desses textos, porque algumas amigas me relataram suas histórias, e eu ficavam horrorizada. Eu confesso que ao escrever, não sabia que as pessoas iriam me procurar para contar algo sobre suas vidas, mas acontecia. Foi quando, essas histórias, foram me incomodando ao ponto de ter que chegar pra mim mesma e dizer eu preciso escrever de verdade “. Foi quando eu comecei levar a coisa à sério e me aprofundar de fato nisso. É o que tenho feito, tenho escrito muito.

” Da necessidade de ajudar, nasceu a paixão. “

Como eu disse antes, após escrever alguns textos, a paixão pela escrita se tornou um hábito. Mas, isso só veio se tornar um marco em minha vida, quando criei o blog Pensamentos.me, onde me aprofundei ainda mais nesses temas, até chegar a realização de um sonho que foi a publicação de um livro, no caso, o meu livro como vocês conhecem ( MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias), lançado com a parceria da Editora Viseu. Depois, eu fui fazendo os vídeos como uma forma de divulgar esse trabalho e alcançar um público feminino maior.

Hoje, eu sei que através desse trabalho ajudo muitas mulheres, e confesso que sinto parte de suas dores e compreendo suas situações de desamparo em meio a essa realidade cruel. E por uma questão de ética, eu não posso citar nomes, alguns casos sim, até como forma de alertar as outras vítimas, que muitas vezes, não tem conhecimento e mesmo condições de denunciar a violência que sofrem dentro de seus relacionamentos e casamentos. Mas como disse hoje num vídeo ” falar sobre violência contra a mulher, é antes de tudo, saber tocar no mundo delas”, é sobretudo, ter respeito por suas dores.

O conselho que deixo a todas as mulheres que passaram ou passam por situação de violência é o seguinte: preste atenção na forma em que o outro/outra, trata você. O amor não tolera falta de respeito, nem falta de consideração. Não é porque você ama que vai ser permissiva a tudo. Observe bem os detalhes – eles dizem muito do que você precisa saber. Atentas!

Cuidem-se!

Marii Freire. Eu sempre gostei de escrever

https://Pensamentos.me/VEM comigo!

Imagem: Autoral

Santarém, Pá 17 de agosto de 2023

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante

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