Direitos não são privilégios

Direitos não são privilégios “

Marii Freire Escritora

Que alegria poder chegar a 5 mil publicações no blog em 10 de junho de 2023

Hoje, em especial, nessa publicação, eu cheguei a número importante do meu trabalho, e usei o nome de ” Marii Freire Escritora ” como tenho acrescentando nas hashtags que levam todos os meus escritos. Esse sobrenome, vou dizer assim, surgiu após o meu divórcio. Antes, eu assinava o meu nome como ” Marii Freire Pereira “. Comecei todo esse trabalho dessa forma. Mas diante de novas mudanças na minha vida pessoal, eu desejo ser conhecida pelo trabalho que desenvolvo não só nesse espaço, mas nas minhas redes sociais, seja através de textos, vídeos e outras publicações.

É um prazer enorme poder agregar nesse universo que o direito me permite, que é escrever; escrever sobre um tema que adoro que é a violência contra a mulher. Infelizmente, sabemos que o Brasil ocupa o 5° lugar no Ranking Mundial de Feminicidio, o que é triste, e ao mesmo tempo, nos obriga a enxergar a violência de forma muito mais séria (se quisermos) ter uma resposta positiva em relação a essa realidade.

” A mulher ainda morre por muito pouco no Brasil “

Morre por justificativas inadmissíveis. Porém, pouca coisa melhora, quando se olha para essa realidade. Há muitos dilemas e contradições da sociedade que contribuem para esse resultado nefasto. A gente sabe que existe uma aceitação dessa violência, o que não é normal, mas creio que é possível alargar uma discussão no sentido de melhorar. Na verdade, penso numa reeleitura sobre o que precisa ser mudado. Claro, “a lei existe e tem salvado muitas vidas” como diz a Maria da Penha. Todavia, é preciso que os gestores públicos façam mais para defender a mulher em nosso país.

A ignorância leva ao desrespeito

Quanto mais tolerantes formos em relação ao problema, mais a sociedade continua aceitando convivercom este, principalmente, quando ainda olhamos para os resquícios de machismo presentes no dia a dia. A mulher é ainda é muito subjugada, vista como objeto e muitas outras coisas. Vale ressaltar que o machismo existe em todas as culturas, e o que sustenta ele é o permitir. Portanto, confrontá-lo é importante para se construir o ideal de uma sociedade mais justa para todos, principalmente, para a mulher

” O meu nome se junta aos muitos outros para fazer história. “

Ora, imagine uma menina pobre, nascida no interior do Pará, que o pai a negou como filha, e que viu a mãe trabalhar para lhe oferecer o essencial, essa sou eu, ou seja, uma mulher que vai olhar para as histórias de outras, com admiração. Aliás, o meu universo foi construído em cima do feminino. Eu fui criada por avó, mãe e tias. A referência sobre homens foram poucas, tive dois tios, onde conheci o machismo muito cedo. Eu também sou machista quando necessário. Infelizmente, o machismo existe entre homens e mulheres, mas é preciso saber distinguir isso. Eu não me sinto menor do que ninguém, muito menos, ” a pobre coitada” ; pelo contrário, eu luto pelo que acredito. Embora, tenha lidado com muitas dificuldades, eu nunca me deixei levar por elas. O melhor de mim, não se faz em roupas e acessórios, viagens que nunca desfrutei, mas na minha educação e respeito pelo próximo. Eu luto por essa causa ( violência) como todos aqueles que sendo conhecedoras delas, também lutam por acreditam que só assim conseguiremos diminuir as muitas desigualdades entre homens e mulheres. A mulher tem direito de viver uma vida sem violência. Isso é constitucional. Quando se fala em direito, muitos os entendem como privilégios, e não, não se trata disso. Não é à toa que a nossa a luta (falo como mulher) tem sido, árdua. Os poucos espaços que a mulher ocupa na sociedade, é fruto de muito trabalho. É por isso que precisamos cada vez mais que, a mulher faça valer o seu lugar de direito e fala, porque só assim, ela irá conseguir, juntamente com o seu trabalho, acentuar as muitas desigualdades.

Obrigada a todos que me acompanharam até aqui. Todos crescemos, a medida que unimos força; e força também se faz através de conhecimento.

Um abraço afetuoso a todos

Marii Freire ( Escritora)

https://Pensamentos.me/VEM comigo!

Imagem: Autoral

Santarém, Pá 10 de junho de 2023

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante

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