Ariano suassuna

Sem lei nem Rei, me vi arremessa

bem menino a um Planalto pedregoso.

Cambaleando, cego, ao Sol do Acaso,

vi o mundo rugi. Tigre maldoso.

O cantar do sertão, Rifle apontado,

vinha malhar seu Corpo furioso.

Era o Canto demente, sufocado

rugindo nos Caminhos sem sem repouso

E veio o Senhor: e foi despedaçado!

E veio o Sangue: o marco iluminado,

a luta extraviada e minha grei!

Tudo apontava o Sol! Fiquei embaixo,

na Cadeia que estive e em que me acho,

a Sonhar e a cantar, sem lei nem Rei!

Ariano suassuna. Infância

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Marii Freire

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Imagem: pinterest/ Tempo de Delicadeza

Santarém, Pá 8 de junho de 2023

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante