No que se refere a violência contra a mulher, muito do que se diz e tratar como patologia, na verdade, não passa de uma questão cultural. Nem sempre são ” os monstros ” como se costuma adjetivar os homens que praticam crimes bárbaros contra a mulher, por exemplo. Claro, não são todos que agem dessa forma; pelo contrário, existem aqueles que são lúcidos e, contra algo dessa natureza. Todavia, na maioria dos casos, quando se tentar qualificar um comportamento como patológico, coisas como ” ah, fulano é assim…”. Ou ” ele faz isso”, porque sofreu muito quando era criança. Me recuso a concordar que seja. É o próprio homem que carrega consigo a informação, desde muito tempo que, a mulher – foi e é vista, pelo menos por uma parcela masculina ainda, que ela continua sendo objeto de sua propriedade. Por que se contabiliza tantas mortes com requinte de crueldade, alguém já parou para pensar? Claro, é resquício de um passado permeado de machismo, e não é patologia. Veja, eu não estou negando a situação em si. Evidentemente, existem casos específicos. Mas a maioria, não é. Aquela mulher do passado que, portanto, era tida como um ser pertencente ao homem, onde mais do que seu dono, ele podia usufruir de seu corpo como bem quisesse, traduz os moldes de tempos pretéritos. Hoje, mesmo diante de inúmeras mudancas significativas que temos, ainda há uma parcela de indivíduos que alimenta essa forma de pensar, digo ” tem a mesma visão atrelada aos comportamentos e costumes de outrora”, a de que, ” a mulher foi feita para lhe servir, seja o seu corpo, ou os seus serviços domésticos. Você compreende como há sempre uma visão inferiorizado da mulher? Isso, não sou eu a Marii que afirma. Mas é uma questão cultural. Nem sempre se trata de monstro, mas de um passado com resquícios machistas.
Marii Freire. Patologia
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Imagem: Autoral
Santarém, Pá 6 de junho de 2023

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