Escrever

Escrever é comunicar. Mas não é só comunicar, falar, dizer; expressar o que vive de ” fora para dentro”. Escrever é sobretudo, persuadir, convencer, articular, fazer as outras pessoas acreditarem naquilo que você considerar. Quem escreve, cria, adianta uma idea – transmite conhecimento ao outro. Evidentemente que, o indivíduo gasta horas naquilo que se propõe a fazer com cuidado e responsabilidade. Porém, nesse ato de insistir, digo ” criar, procurar transmitir conhecimento, comunicar as suas ideas ao mundo, ele faz a ruptura de uma visão normal das coisas, porque ajuda o outro a questionar, no caso, vou citar aqui, o leitor. O leitor ao pensar por si próprio, ele faz os questionamentos necessários sobre aquilo que concorda, se isto é certou ou não. O que faz ” com isto ou aquilo”. – e não só isso, na maioria das vezes, o escritor, leva as pessoas às lágrimas. Ora, quem nunca se emocionou com algo que leu? Muita gente, porque em algumas situações a leitura rebobina os pensamentos, fazendo com que as emoções genuínas possam aflorar.
Escrever é algo muito prazero, eu por exemplo, adoro. Escrever faz com que vivamos menos conformados com as coisas, porque amplia a nossa visão de mundo, do que acontece, do que se tira e coloca na prateleira, nesse ritmo de transformação muito rápida em que se vive. Pensar, implica numa responsabilidade muito grande, essa que é a verdade. Como? Você desconecta a pessoa, o indivíduo do ” mundo dele”, uma vez que, isso mexe com o raciocínio, e o tira do habitual. Um exemplo do que falo é, justamente, escrever para mulheres que sofrem violência! Você usa muitas metáforas da vida, do dia a dia, usa verdades para chamar atenção acerca do problema, faz com que essas mulheres enxerguem a vida, além ” do preto e branco”. Há quem se acostume à violência, outras não, você sabe que todas precisam de ajuda. E aí, você começa a trabalhar uma maneira de fazê-las pensar por si só. Então, isso é algo importante na trajetória de sofrimento dessas mulheres são longas, e não muda do nada. Muda sim, se elas receberem algum tipo de auxílio dessa natureza. E o meu papel é ajudá-las a despertar, sair daquela situação, pedir ajuda.
Eu escrevo e falo, o que é mais importante ainda. As palavras precisam ser bem colocadas, porque o efeito deve causar uma boa reação ( técnica da persuasão), ajuda. Eu quero dizer que não existe fórmula mágica nisso, o que há é trabalho, técnica e paixão. ” O tempo não cura tudo”. Aliás, o tempo não cura, no máximo ajuda a movimentar a vida. Em relação ao problema da violência, eu faço a minha parte através desse trabalho de conscientização que considero importante. Agora há um trabalho muito maior por trás disso tudo que é desenvolvido por entidades, ongs, serviços especializados ao enfrentamento e na prevenção à violência, além de outros.
Hoje, eu vejo que escrever foi onde descobri a minha vocação. Gosto do que faço. Aliás, essa história não começa aqui, mas muito lá atrás. O que transmito é um pouco do conhecimento que recebi na vida acadêmica. Eu só uso o senso de orientação para levar isso adiante.

Escrever é um prazer!



Marii Freire. Escrever

https://Pensamentos.me/VEM comigo!

Imagem: Autoral

Santarém, Pá 3 de junho de 2023

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante

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