Tu és o louco da imortal loucura,
O louco da loucura mais surpresa.
A terra é sempre a tua negra algema,
Prende- te nela a extrema Desventura.
Mas essa mesma algema de amargura,
Mas essa mesma Desventura extrema
Faz que tua alma suplicando gema
E rebente em estrelas de ternura.
Tu és o Poeta , o grande Assinalado
Que povoas o mundo despovoado,
De belezas eternas, pouco a pouco.
Na Natureza prodigiosa e rica
Toda a audácia dos nervos justifica
Os teus espasmos imortais de louco!
Cruz e Sousa. O Assinalado. ( Idem, p.102)
Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. Atual. São Paulo, 2013
VEM comigo!
Marii Freire Pereira
Imagem: Pinterest. gates- of- efen
Santarém, Pá 16 de Julho de 2020

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