Clarice é um dos principais três nomes da geração de 45. O trabalho de Clarice é tomado de sentimento. Há passagem na Literatura onde ela diz em um de seus escritos que ” Fiz da língua portuguesa a minha vida interior”, ou seja, expressar o íntimo, a dedicação de forma genuína, tanto que ela inova a poesia e a prosa quando ultrapassa limites e põe em xeque modelos tradicionais que já fazia parte do modernismo. Pode se dizer que, Clarice é ‘a própria liberdade na forma de escrever’.
A sua primeira obra foi coração selvagem (1944), ela acabou provocando um verdadeiro escândalo na crítica e no público. A autora buscou utilizar novas técnicas de expressão. A própria ordem cronológica era outro quesito ligada a questão da prisão e da poesia, uma vez que fazia bastante uso de metáforas, antíteses, paradoxos e outros.
A forma inovadora de Clarice escrever, destacava-se principalmente, pelo fluxo de consciência, uma experiência radical que já existia e era praticada por alguns alguns escritores do século XIX. Isso está ligado a uma consciência de quebra de limites espaçotemporais, o que permite essa autêntica da obra
As personagens de Clarice viviam um processo epifânico, algo no sentido ” revelador “. Poderia se entender isso no sentido religioso por exemplo. Outro detalhe importante é que esses momentos epifânicos de Clarice, davam origem a ruptura de valores aos próprios questionamentos filosóficos. Clarice, escreveu a cerca do amor, morte, ódio, sedução. Ela nunca aceitou o título de feminista. Apesar de parte de seu trabalho ser protagonizado por personagens feminina.
Comentário: Marii Freire Pereira
Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar. São Paulo, 2013
Imagem: Arquivo pessoal
Santarém, Pá 19 de junho de 2020

Adoro Clarice Lispector 👏🏻👏🏻
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Eu estava devendo Clarice, Bia!
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Costumo dizer que Clarice me entende 😉 eu Amo, sou fã dela!
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C. Não conheço uma pessoa que não se identifique com Clarice. Todos gostam.
Grata por tua passagem por aqui!
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