O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bemolhar p’ra ra ela,
Mas não lhe sabe falar
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer,
Fala: parece que mente …
Fala: parece que esquecer..
Ah, mas se ela advinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P’ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito fala, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar- lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…
Fernando Pessoa. Presságio, 1928
Cultura genial.
Marii Freire Pereira
VEM comigo!
Imagem: Instagram
Santarém, Pá 7 de maio de 2020

The poem and photo are interesting. Where was it taken?
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Olivia, parte dos livros dos autores de que público o trabalho deles aqui, eu tenho comigo. Raramente pego o trabalho de sites, porque quase nunca você encontra a referência bibliografia desses trabalhos. Ou em geral, saio fazendo uma pesquisa para encontrar. Já até escrevi a respeito disso aqui no blog. Todo trabalho tem um autor que assina. E o que aqui falo, inclusive serve para certificar esses trabalhos, porque muitas você encontra outras escritas autoria que não condiz com a realidade daquilo que você encontra. Realmente é difícil, mas se olhar nos meus , irá encontrar a data que foi postado. O ano do trabalho, a editora é assim por diante. Agora quando pego um trabalho de site é que não tem nenhuma referência à não ser um trabalho ” nu”. Ponho o nome do site. A imagem é do Instagram: Lisboa
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