Paz interior

Há quem pouco se identifique com a calmaria que o final do dia nos trás. Tem pessoas que naturalmente gostam de barulho, eu não. Gosto do silêncio que dentre outras coisas, possibilita retornar-me ao encontro do meu próprio eu.

Há quem venha contestar, alegando que tardes tristonhas, é motivo para sentir solidão. Claro, a solidão pode boa ou rim, depende de como se administra. Mas, se você sente falta de uma pessoa para conversar, namorar, ou transar, aí nesse caso, é carência. De fato, é bom arrumar companhia. Agora, a paz que as tardes de calmaria nos proporciona é uma dádiva divina. É uma injustiça não apreciar o movimento da vida e assim, não aprender a nos decifrar.

É uma honra estarmos diante de pessoas que aprenderam com a vida, com as dores, e tantas outras questões que as fizeram melhores. Melhores, porque aprenderam muito com o silêncio. Esse, dependendo da dose, também é saudável.

Todos nós, vivemos os nossos momentos de turbulência, desânimo, teimosia e desespero. São dias difíceis. De repente, se fica ansioso (a), irritadiça, às vezes até chega-se ao ponto do suicídio imaginário que é a vontade de sumir.

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Se formos contabilizar, são muitas as nossas crises, mas o importante é saber superá-las. É conseguir, principalmente encontrar o motivo que nos leva a chegar a conclusão de o porquê, estamos nos sentimento assim, com vontade de explodir ou nós fechar. Há dias em que a mente bloqueia tudo, até a mane ira de pensar.

“Curioso, mas na nossa fase de criança, sabemos dizer aonde dói, por que depois de adultos a gente sufoca a dor?”

Imagino que o silêncio não é o motivo que nos leva a explodir vez ou outra. Todavia, é bom pensar antes de dar uma resposta. O silêncio é talvez, a nossa a nossa maior liberdade. Liberdade no sentido de nos fazer conhecer. E conhecer-nos, significa saber primeiramente, ter a capacidade de nos interpretar. Nos tornar, adultos satisfeitos, agora não como a criança de outrora, mas como quem perdeu o medo.

Silenciar é estarmos diante da pessoa que mais amamos _ nós mesmos! O prazer de olhar para as tardes como pessoas serenas e lucidas, é nobre.

Contemplar a beleza da vida nos dias de calmaria é tão sábio quanto a oração que se faz em silêncio.

Marii Freire Pereira

Imagem: via Facebook

Santarém, Pá 17 de abril de 2020

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante

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