Já da morte o palor me cobre o rosto,
Nos lábios meus o alento desfalece,
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!
Do leito embalde no macio encosto
Tem o sono reter!…já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece…
Eis o estado em que a mágoa me tem posto!
O adeus, o teu adeus, minha saudade,
Fazem que insano do viver me prive
E tenha os olhos meus na escuridade.
Dá- me a esperança como que o ser mantive!
Volve ao amante os olhos por piedade,
Olhos por quem viveu quem já não vive!
( AZEVEDO, A. Obra completa. Ti o de Janeiro: Nova Aguilar, 2000)
VEM comigo!
Marii Freire Pereira
Santarém, Pá 10 de abril de 2020
Belo poema !!!
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Sem dúvida, Márcio!
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