Vamos falar da primeira Geração do Modernismo?
O Modernismo Português surgiu em 1915, com a publicação de Orpheu, influenciado pelas correntes de vanguarda, que por sinal, surgiu na Europa durante o período da Primeira Guerra Mundial em 1914. Nesse período, Portugal passava por um período conturbado politicamente. O rei D. Carlos e seu filho foram assassinados .
Nesse período, por causa dessa instabilidade pela qual passava Portugal, surge na política duas formas de poder: a republicana e a antirrepublicana. Lá não estando satisfeito com o rumo que tomava o país, articula-se em torno de Antônio Sardinha, dando origem o que foi chamado outrora de integralismo português, ĺ de extrema direita. Os integralista chegaram ao poder em 1936 e, em 1928, Salazar que era representante desse grupo, assume o governo e dá início a uma ditadura que só teve fim em 1974, com a Revolução dos Cravos.
Cai a monarquia e surge a proclamação da República, e a cultura Portuguesa ganha outro sentido. Em 1910 é criada a Água ( revista semanal de literatura, arte, ciência e filosofia, dentre outros), que representava ao que chama-se ” renascença portuguesa “. A revista foi dirigida dentre outros por Texeira de Pascoaes, contando com a colaboração de Mário Sá-Carneiro e Fernando Pessoa. Já por volta de 1910 a 1920, Portugal tinha um ambiente cultural mais propício a mudanças. Nesta época destaca-se Orpheu( 1915), Centauro (1916), Exílio (1916), Ícaro 1916), Portugal Futurista (1917), bem como outros.
A geração da revista Orgheu
Orpheu foi a mais importante das publicações da época. Teve destaque não só pelo escândalo que provocou, mas também pela influência que exerceu sobre as gerações seguintes.
As tendências artísticas eram diversificadas: havia a questão voltada a valores simbólicos, Futuristas e pelo Cubismo. Dentre os nomes mencionados, surge o de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros é outros.
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa ( 1888- 1935), é considerado o principal escritor do Modernismo Português. Ao lado de Camões, é considerado um dos maiores poetas de todos os tempos. Ele cultivputanto a poesia, bem como, a prosa. Escreveu textos de estrutura dramática, chamado por ele de “poemas dramáticos ” , além de ensaios sobre a crítica literária.
Heterônimos
Entre eles destaca-se três: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos.
Alberto Caeiro
” Creio no mundo como um malmequer
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender…”
Ricardo Reis
” Tudo que cessa é morte, e a morte é nossa
Se é para nós que cessa.Aquele arbusto
Fenece, é vai com ele
Parte da minha vida
Em tudo quanto olhei fiquei em parte…”
Álvaro de Campos
” Eia comboios, eia Pnotes, eia hotéis à hora do jantar
Eia aparelhos de todas as espécies, férreos, brutos, mínimos,
Instrumentos de precisão, aparelhos de triturar, de cavar,
Engenhos, brocas, máquinas rotativas!
Eia!, eia!, eia!…”
Em sua poesia é possível verificar três fases, dentre elas: a decadentista, ligada à poesia do final do século XIX; a futurista que ganha destaque com o poema ” Ode marítima “, que foi publicado na revista Orgheu, e a fase pessoal, de descontentamento interior
Na fase final, surge o cosmopolita melancólico. Fernando é um grande poeta, homem que vive muitos personagens e nos presenteia com o seu legado.
Comentário: VEM comigo!
Marii Freire Pereira
Imagem: http://www.pinceladas-fins.com.br
Santarém, 23de março de de 2020

Genialidade multifacetada…Pessoa é Gigante!
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Sem dúvida, Ananda!
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