” A vida é um álbum de fotografia. Nele cabe toda as cores, todos os momentos e todas as palavras não ditas”
Marii.
Quem nunca tirou um tempo da vida para recordar as lembranças de outrora? Quase todos. Não diria todos, porque algumas pessoas não têm foto para contar histórias. Têm histórias, não o registo delas.
Há realidade que fala por si só. Há histórias repletas de solidão, de lágrimas, amarguras não contadas. Existem pessoas que não gostam de aprisionar um momento numa imagem. Falo aprisionar porque uma parte de nossas vidas, virá eternidade
[…]
A fotografia possibilidade a eternidade de um momento. E ele permanece vivo até que o tempo gradativamente vá desgastando, ‘corroendo’ aquele momento que você registra como forma de dizer, aqui eu “deixei parte de mim” . Você já observou como nós, sempre travamos uma luta , luta diária diria assim, para conseguirmos deixar a nossa marca registrada? É como se isso fosse uma forma de protesto. Olha que sorriso, lindo! Faz charme, assim você ficar com uma imagem mais atrativa! Não, leveza, a fotografia precisa de leveza, sorria! Quantas vezes, somos flagrados tentando corrigir a imagem, a postura para que aquele momento seja perfeito? Várias. Muito bem, essas são as imagens nítidas, lindas, perfeitas.
Com tudo, há dias em que por mais que a ocasião lhe seja favorável, a vida insiste em dizer, não esse não é o momento oportuno. Contenha-se, procure ter mais cautela. Já em outros momentos, que por descuido ou falta de atenção, a vida te nivela por cima, ou seja, tirá-nos a vontade de viver, de acreditar, mostrando inclusive, situações desafiadoras, onde você não sabe se é um convite para seguir ou parar. São as fotos em preto e branco, têm um certo charme, mas tornam-se tão desbotadas (sem graça), que começam a se desfazer. Já as amarelas, guardam uma histórias quase sempre inesquecíveis, porque apesar de ter uma tonalidade diferente, parte da história continuar intacta. As nuances são verdadeiras, porque souberam negociar com o tempo . Às vezes, a dor e o sofrimento faz com que se perca a originalidade de sermos o que somos, pessoas ‘essencialmente’ cheias de vida, resplandecentes dentro de nossas possibilidades. Tendo aquilo atrativo para não perdermos a nossa composição original.
Essa é a vida contada metaforicamente em poucas palavras. Quantas cores cabem na sua? Sem Photoshop, diga quem é você nas fotos que o tempo não foi capaz de apagar. Eu espero que seja a mais alegre de todas. Aquela que sempre prenda a atenção de alguém de um modo especial.
Observe -se, faça as pazes com você, com o tempo, com a sua história.
Marii Freire Pereira
Imagem pública
Santarém, 23 de março de 2020

Produzamos momentos alegres e amorosos para relembrarmos em dias sem Sol..
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A vida em todas as cores!
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