Que bom seria, se todos os nossos caminhos fossem bonitos como esse. Aliás, que todos as nossas escolhas, pudessem nos direcionar a caminhos favoráveis. Talvez, pelo constate da própria paisagem, a distração pudesse aliviar os fardos da vida.
Dessa maneira, pelo simples fato de aocaminhar, pudéssemos diminuir a rigidez do coração. Falo do coração, como algo metafórico, porque bem se sabe, que tudo que acontece na cabeça, dado pelo inconscientes, é ele que guarda todas as informações das quais precisamos, e com isso, usamos palavras bonitas para manifestar a nossa maneira de reiventar a vida, e com isso, perceber as cores que trazem uma significado especial a ela.
Imagine que nesse processo de caminhar , se fossemos menos ignorantes, talvez pudéssemos descobrir com mais cautela todo o processo de nossas inquietações. Muitas vezes, o homem por ter uma visão distorcida da realidade acaba tomando caminhos secundários, caminhos longos de modo que, estes lhes são poucos favoráveis
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Em geral, são caminhos que tornam-se cansativos. Mas, veja aqui, não falo dos caminhos geográficos, é sim dos caminhos internos, os caminhos que nos leva a caminhar por dentro. São eles que fazem com que a estrada muitas vezes, possa ser desértica.
É comum se ouvir colocações do tipo ” eu sei o que faço “, e “não preciso que ninguém diga o devo ou não fazer”. Cuidado, muito cuidado nesse momento. Ás vezes, não se precisa dizer ao outro o que ele deva fazer. Não, é natural que a pessoa se coloque na disposição de refletir, diria que, não há nada mais justo. Crescer internamente só é possível através de um processo de persistência. A medida em que se olha para a realidade como ela deve ser vista verdadeiramente, é que o ser humano cresce. Claro, todo mundo conhece o certo e o errado. E a lição parte desses dois pressupostos, onde diante dessa difícil escolha, o resultado de uma delas é disciplinar a nós mesmos. Evidente que todos sabem a lição, o que falta mesmo, é aprender como nos relacionar com ela. Não tem mistério. Há uma escolha…
Quanto mais você conhece a lição, mas tende a errar, e sabe por quê? Pela confiança que julgamos ter. Ás vezes, é tão comum se querer o resultado sem levar em conta todo o processo, toda trabalheira que se descobre dentro de cada etapa para finalmente sermos merecedores dele, digo, do sucesso.
Disto, infelizmente, tiramos vários exemplos. Queremos muito algo, mas o sacrifício, o preço como se costuma falar, poucos são os que desejam pagar. Se você prestar atenção, a descrença acontece em quase em 90% dos casos. Eu quero isto, quero aquilo, mas o sujeitar-me as regras não. Ora, afinal…” Eu já sei tudo”. Não é assim que acontece? Se contradizem na própria busca. Aí, chega os desconfortos da vida, e um problema que era pequeno, cresce de forma desordenada. Eu, como o ‘ rei da razão ‘, escolhos os meus caminhos
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Caminhos que quando não sei ou recuso-me a andar neles de maneira harmoniosa, digo, por escolha própria, torno-me um andarilho de muitas estradas. Essas em geral, do pensamento. E se considerar, são caminhos que nunca se encontram porque não sofrem o processo de transformação, isto é, por causa de imaturidade, perdemos sempre. Ela é uma força que nos desumaniza. Quem em sã consciência, opta pela dor? Ninguém.
É preciso ter cuidado para não se perder nas muitas voltas da vida.
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Caminhe! Mas, caminhe estabelecendo consigo o conhecimento necessário para encontrar algum conforto por passar.
Marii Freire Pereira
Imagem: Folhape.com.br
Santarém, Pá 16 de março de 2020

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