Delicada
Ela atravessa o sol
Num silêncio absoluto.
Sorrir com os olhos
Como se enxergasse a vida com o olhar de menina
Em seu silêncio
Mora a candura
A fragilidade
A brisa leve
Sente?!
É feminino.
Há poesia
No seu jeito de falar
Parece que ela tece em sonhos
O caminho da própria liberdade.
Há quem diga
Que ela esquece a clausura da própria história.
É delicada
Sabe morrer sendo feliz
Não tem rancor da vida
Ela é a criatura
Em regra, tida como a mais frágil
Sutil
Como seduz
De um jeito particular.
Dizem que é um
Mistério.
Uma frase incompleta
Um símbolo
De ignorância.
Vou além,
Eu acho
Que
Ela na verdade, é um silêncio milenar
Um caminho a ser percorrido
Vamos combinar?
Ela
É extraordinária
É mulher.
Imagem pública
Marii Freire Pereira
Santarém, Pá 5 de março de 2020

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