Na vida, como devemos medir a paciência? Depende de quanto nos amamos e estamos dispostos a suporta a fragilidade, ou simplesmente, o recuo do outro diante as suas incertezas.
A paciência funciona como um filtro, onde a medida em que o tempo passa, as impurezas vão ficando. Se amo e percebo que o meu parceiro vive um momento de crise, por exemplo, vou deixando ele faça a sua travessia sozinho, de modo a favorecer as respostas que ele precisa encontrar , para depois vir até a minha pessoa e dizer o que se passa, após tempestade. Porém, essa paciência atinge um certo limite. Se vejo que o tempo está passando e a pessoa não conseguir produzir nada de positivo, então diante dessa realidade, eu preciso sair daquela relação. Retirar-me como forma de encaixe do outro. É ele que precisar olhar a sua própria realidade.
Qualquer forma de relacionamento, chega um tempo, em que passa por um desgaste e, tudo muda. O coração muda, o sentimento, o gostar passa por esse filtro também. O importante é observarmos a postura de quem vive ao nosso lado, porque isso afeta a nossa relação, e amor é sempre uma via de mão dupla. Portanto, é necessário que tudo fique muito claro para que não se construía muros, mas pontes, porque aí se anda juntos.
Quando a relação já não faz sentido é bom medir essas impurezas para seguir adiante, seja com o que favorece ou se faz necessário parar. A vida é assim mesmo. O importante é não ter engano. Ser completo, ser sincero. E se tiver que sair (…), que seja pela porta da frente. Sem de repente, ter a necessidade de garantias em torno.
É difícil? É, porém necessário. Ruim é viver na impermanência dos sentimentos, usufruindo de benefícios que as vezes nem é seu. Portanto, a paciência é algo que têm limite. Passa pelo amor, pelas incertezas, precisa -se chegar no cerne da questão, ou seja no coração. E para que isso aconteça é bom que não tenhamos dúvidas, mas certezas.
Não há nada que uma boa conversa, sem contabilizar os prejuízos, não resolva. Quem ama tem paciência? Tem. Tem limites, também. Perdoa, inúmeras vezes. Mas, não há nada mais especial do que ser sincero com quem amamos. Se a relação não resistir aos inúmeros desafios. Abraçar a quem nos fez feliz, e principalmente, abrir a possibilidade dessa pessoa encontrar alguém legal para amar e ser feliz novamente.
Imagem pública. Criação e produção de texto: Marii Freire Pereira.

Interessante artigo,parabéns!!
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Grata!!
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