” A violência contra a mulher, são ações propagadas não só pela fala, como na prática. De modo que, ela sente o peso tanto das ideias, como também do comportamento do companheiro/ companheira que expressa essa realidade dura, em alguns casos, por meio da força. “
” Não escreva para agradar a quem”. Você não escreve para uma única pessoa; você escreve para muitas pessoas. Além disso, o autor é um ser com plena liberdade para criar, para motivar, instigar, fazer surgir sensações novas nas pessoas. Um autor tem fome de ideias, portanto, mais do que, transformar seu tempo em conteúdos com essa característica promissora, por meio da escrita, ele também, ajuda o leitor a se sentir confortável dentro da sua procura. Então, não escreva só o que é ‘bonito e agradável!’; pelo contrário, aumente seu público, escreva sobre muitos temas, pense na necessidade real das pessoas. Use as suas horas para tecer boas ideias. Pois assim, você não faz algo só para confortar alguns. Observe a importância do que estou dizendo:
” Não escreva só para agradar. Os seus leitores é que vão se identificar com a sua escrita. Afinal, esse reconhecimento é único. Cada pessoa sabe onde dói em sua alma. “
E você escritor, como agente dessa conexão, sabe como tocar o íntimo de seus leitores. Não é fácil, eu sei. Mas como diz a escritora Martha Medeiros em seu livro: O meu melhor/ 100 crônicas de sucesso + 4 inéditas. Essa ” intimidade é para os raçudos “. É só através dela que fortalecemos os laços de amizade e dessa identificação com os leitores. É por meio desse reconhecimento que potencializamos o valor do que construímos para nós e para os outros.
Quando se fala de filhos; filhos concebidos através de uma violência sem tamanho para uma mulher, que é o estupro, não estamos lidando com a mesma situação que trata do amor ao filho, quando este, ocorre através da ” gestação normal “, que é algo concebido, antes mesmo de ocorrer o ato sexual. Essa mulher, quando deseja ser mãe, psicologicamente, ela já se prepara para viver aquele acontecimento, que por sinal, dar-se de forma natural prazerosa, desejada como dito anteriormente. Tanto o cérebro, quando o corpo começam agir dentro de uma ordem que abre espaço ao reconhecimento ao que leva a concretização daquele desejo que vem acompanhado por sintomas como medo, euforia, entre outros. Enfim, todo aquele preparo psicológico da perspectiva do enxoval do bebê, o amor que o pai terá sobre essa criança, a mãe, as irmãs, os irmãos, avós, em muitos casos. Repare que tudo isso, ocorre sob uma regra de afeto e um esquema familiar, onde esse novo membro será bem recebido como parte integrante daquela família. Então, o ideal para aquela mãe, é que seu filho seja bem acolhido e amada por todos, – o que é diferente de uma outra situação, que é a gravidez que ocorre por meio do estupro. Quando uma menina ou uma mulher é estuprada, ela ela violada. Mas não é violada só a sua intimidade. É dilacerado todos os seus sonhos, assim como, os requisitos citados no início desse texto. Mas o principal deles, pesa no campo psíquico e psicológico. Aí, “as condições do amor ao filho” diverge muito à mulher que foi violentada e as conclusões da condição desse amor que a sociedade diz que se deve ter. O que mais se ouve é ” Ah, mas amor por um filho, é amor por um filho.” Ledo engano! “Nem Jesus Cristo foi tão bonzinho ” a ponto. Quem já leu as suas escrituras, sabe que Ele eliminava a premissa da maldade humana. O que estou dizendo é que a mulher é um ser extraordinário, em toda história da humanidade. Pois, ela é o único ser capaz de gerar outro ser ao mundo. Portanto, cabe à ela o direito de decidir quem deve ” habitar corpo próprio ” dentro do seu. E por que? Porque, esta, não deve ser tomada por assalto, controle intencionais, algo que aliena e obriga essa mulher gestar o fruto do seu sofrimento, do pânico que ela sofre ao ser violentada sexualmente.
” Ah, não precisa abortar, tem a criança e entrega para adoção. “
A questão não é essa. E o estrago psicológico, de que forma será corrigido na vida dessa mulher? Eu chamo atenção para um comportamento autoritário sobre ela; não só autoritário como também desrespeitoso. Você obriga o ser humano a fazer o que você quer, os limites dessa mulher como ser que também é detentora de direitos, não são respeitados, porque apesar dos traumas, mesmo dentro de uma pressão criada pela própria sociedade, vitimas de algo dessa natureza, acabam desenvolvendo culpa e mágoa, por conta de uma transgressão de normas, que pouco, considera as suas. Eu compreendo que isso incomoda algumas pessoas, mas o impacto negativo sobre a vida de meninas e mulheres que vivem tamanha violência é muito grande. Os sentimentos negativos são muitos fortes. A conveniência social, como a gente percebe, é maior em muitos casos, do que, o próprio direito do indivíduo. A verdade é que os ” caprichos sociais” ocasionam prejuízos irreversíveis a vida de algumas pessoas. Este caso, como tantos outros, é mais um. Quer um exemplo claro do que estou falando? Direitos humanos! Quem você acha que tem direito e, quais os direitos que devem ser dedendidos? Aqueles que estão de acordo com a sua ótica? A sociedade erra, e a gente precisa elucidar alguns comportamentos, porque embora não se observe muito essa questão, grande parte dos transtornos mentais vem do que em parte, nós enquanto seres humanos tão ” alinhados” negligenciamos. E esse, certamente, é um erro tremendo.
Marii Freire. “Amor não é amor, sob qualquer condição”
Eu começo esse texto dizendo a seguinte frase: ” Eu sou uma mulher muito mais inteligente do que, necessariamente, entusiasmada com elogios e qualquer tipo de coisa.”
Isso é uma verdade incontestável. Não é que eu seja fria, que um elogio não seja bom ou que, atitudes como essa, não aqueça a alma e faça a gente se sentir bonita e até ” querida ” . Não, receber um elogio é bom vez ou outra. Mas, definitivamente, não sou o tipo de pessoa que valoriza muito isso, não. Por que estou falando a respeito dessa situação? Porque me incomoda muito ser vista como alguém que “tem uma beleza a mais” , como tantas mulheres que só são vistas, por esse prisma, entende? Que horror! Ser alguém sem outras qualidades que chamem atenção; alguém que não pensa, não artigula, não tem capacidade para gerir nada. É esse o meu questionamento. Não, eu sou uma mulher capaz, inteligente, tenho personalidade, uma oratória incrível, sou escritora. aprendi muito cedo que, elogios podem vir revestidos de maldade, de ilusão, de armadilhas também. A verdade é que, você nunca sabe a moldura que o indivíduo usa para chegar até você com aquela intenção, sabe? Eu detesto! E isso, fica muito mais claro, quando escrevo um texto por exemplo, e acrescento uma imagem minha para destacar o meu trabalho e, ao invés das pessoas prestarem atenção no que tange ao que foi escrito, muitas escrevem ” você é linda!”. Fala do texto! Fala do tema que foi trabalhado, mostra o quanto você tem conhecimento sobre o assunto em pauta.
Meu histórico de vida, a minha imagem não podem sobrepor-se ao meu trabalho. Quem quer elogios pessoais? Isso é uma farsa. Iboque tem que ter relação com essa discussão relacionada a violência que trabalho. Isso sim, é muito mais importante pra mim e para essas mulheres. Esse é o “safanão” da vez, a chacoalhada que a sociedade precisa sentir e não dizer ” oh, Deus…que monstro! ” a medida em que uma mulher é assassinada. Quantas e quantas mulheres são agredidas diariamente? Quantas não gritam, choram, dizem ” NÃO TOCA EM MIM!” Essa é uma luta pela qual eu fico muito feliz e, quero que as pessoas conhecam a minha competência. Eu estou trabalhando em prol de um direito: a vida. Essas mulheres tem o direito de viver, mas não é viver de qualquer forma, é viver uma vida com segurança, com dignidade, sem sofrerem ameaças, sem violência. Essas mulheres têm que se tornarem cada vez mais racionais, conversar, compartilhar suas histórias, denunciar seus agressores. Elas precisam gritar ao mundo, dizer como são tratadas.
“A mulher precisa gritar ao mundo, dizer como ela é tratada. “
É esse eco que precisa ser unido de ponta a ponta no globo, para que todas possam ser tratadas com dignidade e respeito. Muitas mulheres morrem por um preço barato no Brasil, e não é isso que a gente quer constatar. Elas são detentoras de direitos e precisam fazer valer estes.
Além dessa fala, eu tenho muitas outras que trata de enfatizar o direito da mulher. É claro que, quem trabalha com isso, sofre muito preconceito, eu mesma já sofri diversas vezes. Mas, tenho clareza sobre o meu propósito. O meu intuito é sempre tecer pensamentos ou em alguns casos, críticas com êxito. Os meios acadêmicos me permitem isso. Então, eu faço bom uso srmpre do que aprendi e aprendo diariamente, porque nunca deixei de estudar para conseguir fazer um bom trabalho. Gosto de deixar claro que, mulher tem que falar, tem que saber usar as palavras com ” inteligência ” para não deixar ninguém se sobrepor; dizer que ela não tem capacidade para ” isto ou aquilo”, tem. E tem que saber trabalhar essa questão com profundidade. Se você tem cérebro, use ele, aprenda questionar coisas importantes. Ah, e da próxima vez, eu aceito o elogio. Mas, leia o texto, ele é a parte importante do meu trabalho. Quero acrescentar mais uma coisinha: eu sou uma mulher com personalidade e que sei fazer as minhas escolhas. Não assusto, mas aprecio a qualidade de quem é inteligente e sabe tecer pensamentos assim também. Sim, eu sei que as mulheres nunca foram vistas por esse viés atrelado a inteligência. Mas, isso é coisa do passado, vamos nos atualizar.
Como mulher, eu tenho a impressão que a desconstrução dos ecos da história, não são possíveis. As inquietações a respeito de violência contra a mulher, apesar de expressar o descontentamento e um certo grau de angústia, quando a gente ” volta esse olhar para casa”, nota que a limitação da mesma, digo ” da mulher ” reside nesse lugar intocável. É aí, que mora a raiz dos males que tanto se repetem hoje. A gente sabe que muita coisa mudou, claro. Mas, essa identidade, essa coisa “ilusória ” porque faz parte da criação humana, demanda muita atenção e uma abordagem séria. Ora, imagine como é prejudicial ” ao caboclo” ceder parte do seu poder e é claro, perder também parte da sua identidade para que a mulher transite livremente. O controle é intencional porque assim, ele a limita.
” De todos os amores, o amor próprio e o respeito que você tem por si mesma, é o que te fazem andar de cabeça erguida. “
Marii Freire.
O amor próprio é o que permite uma pessoa ir muito além do cansaço, sentimentos e sensações de medo. Dentre todos os amores, este é, o único que tem a capacidade de encher os nossos próprios vazios. Claro, falo do ponto de vista psicológico. A gente vive muito essa coisa que não tem nome, mas, que dá uma sensação de vazio, de raiva, medo e “apego” , o que na prática, nos aliena ainda mais nessa logica das nossas necessidades. Veja, eu não estou dizendo que não precisamos fazer amizades, namorar, trabalhar, não é nada disso. É o contrário, todas essas coisas demanda muitas negociações e, algumas mais do que outros, que é o caso de você ficar preso à relações rasas ou conturbadas. Quantas e quantas vezes, por não saber identificar o que sentimos, nos apegamos ao outro, no caso, a outras pessoas que são diferentes de nós, dos nossos propósitos? Inúmeras.
É complexo falar do ser humano. Aliás, tentar entender o ser humano também não uma tarefa fácil. Todavia, é preciso dizer que todos nos precisamos de cuidado, de carinho e amor para viver. Mas, viver com qualidade de vida. E isso não requer mágica, mas o empenho em muitas coisas envolvidas. Se diante dessa lógica, o ser humano parar para refletir de forma coesa, ele, identifica que carrega um fardo enorme por conta de tudo o que tem que renunciar e fazer valer outros acordos. Todos nós temos o poder de escolher, de amar, de estabelecer uma comunicação saudável e uma série de situações que servem para o nosso bem-estar, assim como, para o nosso desenvolvimento, dentro do que se compreende como “saudável” com as pessoas. Mas tudo depende também da condição em que somos escolhidos. Às vezes, a gente se desdobra para amar por dois e não consegue. Na verdade, não é suficiente para atender as necessidades, os desejos do outro, e se ocorre a quebra de acordos, tudo vira catástrofe.
Como seres humanos, temos nossas necessidades e, a primeira delas, senão a maior, é o amor. A gente é capaz de sobreviver a tudo, menos a falta de amor; amor próprio. Você pode passar fome, sentir frio, se sentir só. Mas sobrevive. Agora, sem amor, – amor próprio não existe essa possibilidade. Você sucumbe perante essa falta de respostas que não são claras na relação. E quando há um prolongamento no que nos faz sofrer, isso causa experiências dolorosas. De repente, vem as crises, os pensamentos massacrantes, o cansaço da alma, a exaustão mental. Tudo, de negativo que você possa imaginar, ganha fluidez nesse sentido.
A falta de amor é nefasto. Nós como mamíferos que somos, criamos essa relação de dependência com os outros. Primeiro, a relação de amor e dependência com a nossa mãe e depois com as outras pessoas. Quanto maior a necessidade; maior se torna a força que você tem que fazer; tem que se desdobrar para atender o que precisa numa relação. Então, a vida a dois requer um trabalho maior, um conjunto de trocas maiores. ” A dois se pode ser feliz”, e “sozinho ( a) você pode ser feliz também”. A regra é [ se pode e é bom]. Não existe nenhum problema nisso. Quanto a relação, para duas pessoas viverem bem, elas precisam saber o que querem e fazer escolhas onde elas ” se escolham “. Do contrário, não funciona. Se você tem que amar por dois, trabalhar a relação por dois, viver as negligencias por dois, o que resta pra você? O desamor. Ah, o desamor é caro demais. Ele acaba com o ser humano. Acaba com os sonhos e todas as expectativas que se constrói perante a ilusão do que se vive.
Grande parte dos ataques de crises que as pessoas têm, isso vem de ataques de pânico causados por alguma coisa que se encontra em desordem. E às vezes, não é de uma bagunça que você não conhece, mas é justamente, aquela que “por conhecer” você persegue porque não sabe lidar com as emoções, com os sentimentos, – o sofrimento que se torna maior porque ao invés de largar, você se segura naquilo. E por não saber, isso assusta, domina, descontrola. Em alguns casos, é natural que a pessoa chegue no fundo do poço, nade até o oceano para entender que aquela situação ou que aquilo não é para ela, ou que aquele amor, não é para ela. E sabe quando ela vai entender isso? Quando estiver consciente, quando aquela construção afetiva que ela, tanto investiu energia deixar de existir. Como forma de afeto, ela irá cuidar de si. Um exemplo, do que falo é o amor próprio. É ele que faz com que o indivíduo goste de si, de modo que, ao invés de criar situações que demandam muita coisa para viver a dois, seja investido numa única pessoa ou seja, nela mesma. Quem se ama, se aceita, convive melhor consigo mesmo, não age por impulso. Tem pessoas que agem por impulso o tempo todo. Mas se aprendem a controlar, se tornam mais perceptíveis a certos acontecimentos.
Quando um determinado impulso não faz uma pessoa agir como ela agia antes, quando as culpas deixam de fazer sentido, quando a pessoa não aceita tudo e, detalhe importante: quando ela não procura subterfúgios para fugir do que precisa e encara a realidade, tudo começa fluir positivamente perante àquilo que era uma desordem. A atenção dada no momento certo, os movimentos que se faz na direção correta, a mudança de comportamento e esse amor que se volta a pessoa que realmente precisa dele que é você, causa uma sensação de leveza e pertencimento a si mesmo que, não tem nada que limite a pessoa que você se torna.
Da louca apaixonada, você se tornar uma mulher consciente de duas coisas: que amor correspondido é muito bom. Mas, o amor que é dado a você mesma, da busca pelo silêncio, da valorização, a interrupção de crenças limitadoras, de todos os convites a mediocridade, do não desfrute das músicas, da vida, da poesia, da relação de lealdade contigo mesmo, das roubadas que você se poupa. Claro, fazendo uso do autocuidado, autoconhecimento, autoconfiança, autopercepção e amor próprio, é muito melhor. E porque é melhor? Porque demanda menos esforços. O amor próprio traz calmaria.
” Nenhum amor irá lhe proporcionar coisas extraordinárias, quanto o seu amor próprio.”
Há coisas na vida que a pessoa não precisa aprender com o esgotamento total. Embora, esse seja o caminho mais longo que se faça, até nos desprendermos de todas convenções, regras, Contos de Fadas, que ditam como devemos ser e nos comportarmos. A ideia de amor e acolhimento que mais funciona com você, é aquela em que os seus princípios e valores não podem ser maculados. Faça sempre o que compreender o que é melhor para você.
É sempre muito importante avaliar a emergência que se esconde atrás do suplício da vida. Uma ideia que se acende dentro da extrema escuridão, nos faz questionar o porquê do fascínio pela luz, ao mesmo tempo que, causa estranheza subestimar o prazer do que cativamos na escuridão. “
” Tempo de sentir com as pontas dos dedos que os celeiros estão fartos, não do que a traça come, mas do que nos faz suspirar e sentir o bálsamo genuíno do que é ligado a terra e ao céu; e nada mais que isso, – nada mais que traz a beleza desse refrigerio para alma – puramente psíquico, pondo fim a escassez das súplicas. “
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