” É olhando para dentro de si, que se descobre o sol do outro lado. Mas, antes que isso ocorra, é preciso avaliar o que existe por trás de cada sombra. “
Por que resolvi trabalhar com um tema tão espinhoso e ao mesmo tempo importante? Porque eu voltei o meu foco a família. E uma família não pode ser alicerçada em cima de maus – tratos, abusos e no último caso, violência, compreende? Uma mulher não tem que submeter-se a um tratamento inferior, dado por um homem. Hoje, nem por outra mulher. E se assim muitas vivem sob tal realidade, por que fazem isso? Onde a lei diz que uma mulher merece ser tratada dessa maneira? Se estamos falando de mudanças culturais e sociais, direitos inclusive, é preciso desatar os velhos nós e, parar de repetir também “velhos comportamentos” que teimam em persistir, reforçando diariamente, a prática da violência. Ora, grande parte de conflitos que nós mulheres sofremos, ainda se mantém por questões mínimas que poderiam ser combatidas com mais campanhas de esclarecimento do próprio governo ao povo. Claro, não estou dizendo que o governo não faça a sua parte, faz. Mas, falta investir melhor nessas campanhas para que homens e mulheres consigam absorver muitas dessas informações, sem que isso, venha causar estranheza. Não é difícil, mas possível imaginar a riqueza que isso produz em forma de imagem e sororidade. Como seria ótimo, a própria mulher estando atenta, discutindo mais, ao invés de se preocupar em só arrumar a própria casa; se que é que vocês me entendem. Marii, mas isso não resolve o problema da violência contra a mulher, eu sei! O problema é muito maior, mas já garante mudanças significativas. Só para você ter uma ideia quando se fala de violência, nós temos inúmeros exemplos. Eu poderia citar o assédio. O assédio é reflexo de uma cultura machista. Eu falo de práticas que podem ser vistas mais à fundo. O terrível é a própria mulher falar disso e as suas ideias serem distorcidas perante a realidade. Todavia, falarei porque é preciso chamar atenção aos perigos que vão além da superfície do que pode ser visto.
” Toda vez que me verem com essa mão levantada, significa que há uma mensagem de protesto nela.”
É preciso falar sobre violência; é preciso falar sobre as feridas que nos encomoda. E eu estou aqui para isso.
” Quanto menos conhecimento, mais injustiça se reproduz “. Ora, imagine aquela mulher ou “aquelas mulheres pouco escolarizadas” que não tem acesso a informação, vivem em locais de difíceis acesso nesse nosso Brasil gigante, que vivem relacionamentos abusivos e não sabem identificar o que é isso? Comprerndeu do que estou falando? Sim trabalhar com esse tema, é se deparar com diferentes realidades, assim como também dificuldades de chegar até essas mulheres, e principalmente, fazê- las entender que falta de respeito, maus tratos e a depender da situação, ” violência ” nao se tolera. Falar sobre violência; falar sobre empoderamento é importante para ajudá- las a sair de relacionamentos doentios. Coisas que, infelizmente, algumas mulheres têm uma resistência muito grande, quando se trata de pedir ajuda, denunciar o agressor e ” sair”, refazer as suas vidas.
O empoderamento feminino é uma forma eficaz de ajudar as mulheres que são vítimas de violência a dizer ” não ” a esse problema. A gente sabe que, quanto menos informação houver, mais injustiças acontecem. Então, quando se trabalha o autoconhecimento, a autoestima, auto- observação, além de outros fatores, na verdade, você cria possibilidades para essas mulheres enfrentarem seus medos e lutar por seus direitos. A educação abre inúmeras oportunidades, e o autoconhecimento, ajuda essas vítimas a olhar para dentro de si e compreender o que causa o seu sofrimento. Quando essas mulheres conseguem emergir de suas dificuldades, nesse sentido; é quando de fato, elas se sentem poderosas.
” A sua determinação inspira muitas pessoas. Embora não pareça, isso é o suficiente para algumas seguir em frente; se movimentando, mudando as plantas de lugar, encerrando ciclos, erguendo a cabeça em direção ao céu, lendo um livro, escrevendo. Acredite: você é luz – que veio para iluminar o caminho daqueles que sabem samear coisas boas.”
A Lei n⁰ 14.487/2024 prevê salas exclusivas no SUS às vítimas de violência. Segundo a nova lei, mulheres que são vítimas de violência, têm atendimento garantido, bem como o acesso direto, tratamento, medicamentos. A respeito da privacidade, há confidencialidade de dados e cuidados médicos.
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