Correr atrás das borboletas pode ser algo estressante. Além disso, essa pode se tornar uma tarefa que foge do seu controle. O ideal é que elas chegam até você, sem obrigação de ficar. Continue sorrindo, expressando a generosidade da alma, bondade, compaixão que, naturalmente, elas irão encontrar nesse néctar, motivos para ficar. Às vezes, a essência é encontrada nas pontas dos dedos, – lugar preferencialmente de seu repouso. Entenda que, serenidade exige esforço menor, porque você não as terá conforme bel- prazer. Por isso, a habilidade emocional quando bem trabalhada, é algo que faz com, você as tenha de forma confortável, ao invés de ser bruto (a) , de querer ter o domínio sobre o que por natureza, nasceu para ser livre.
Dar um choque de realidade naquela mulher que tá ali ” patinando, patinando” diante do sofrimento, da ” culpa” e porque não dizer da ” autocomiseração também, porque quando há culpa, o sentimento de pena de si mesma, em geral, um vem atrelado ao outro, diante dessa coisa que parece asfixiar a vida dessa mulher. Então, essa ” chacoalhada” faz- se necessário, porque é um jeito de fazê- la apelar para razão. O que não pode é ela ” adoecer” como vemos tantas mulheres ficarem tristonhas, emagrecer ou ficarem depressivas. Quando a mulher que passa por essa situação, digo ” a mulher que é vítima ” de relacionamento abusivo por exemplo, ela começa pensar, organizar as ideias, sentimentos e emoções, naturalmente, sai dessa armadilha em que foi colocada. As armadilhas que refiro-me, trata da ” culpa”, da manipulação que ela sofre. Há muitos parceiros que que jogam toda responsabilidade do que não deu certo na relação na mulher. E ela faz o quê? Compra essa ideia com sucesso. E passa vestir essa fantasia, de modo a acreditar piamente que, ela deveria ter feito melhor para poder ter a estrutura emocional necessária para sustentar a relação, o casamento. Enfim, a bagunça que se tornou a sua vida. A minha fala hoje, se volta à desconstrução dessa culpa implantada na mente da vítima. Não há culpa, há responsabilidade, há fuga de comportamentos que ajudaram extrapolar a situação. Ao passo que a mulher compreende essa questão, ela desenvolve a consciência crítica, escolhendo de forma assertiva, tudo aquilo que precisa administrar com cautela para ser justa consigo. Uma vez determinada, e com um pouco mais de confiança, ela tem habilidades que ajudam a compreender- se como um ser que já não se acomoda, não recua perante a vida, mas segue adiante e, modifica a própria história.
A minha luta contra a violência começou ainda na faculdade, não foi fora dela. A área do direito que sempre prendeu a minha atenção foi o Direito Penal. Claro, o Direito de Família também é apaixonante. E quando faço essa leitura sobre violência, sei que esses casos tragicos, sempre começam por ele e terminam no direito penal. A violência doméstica é uma realidade cruel. O que faco é pequeno perto do trabalho de muita gente, porém, importante porque tudo aquilo que serve para elevar o nível de uma discussão ( como é o caso da violência contra a mulher) é algo que inspira e enriquece esse tema; que inclusive, tem se tornado, fonte de inúmeras discussões, seja por profissionais da área ou mesmo pessoas que desejam conhecer mais sobre ele. O que posso afirmar com relação à violência é que ela cresce diariamente. Hoje, o que posso fazer é estudar, escrever e continuar me dedicando ao que acabei me proponho lá atrás, que é fazer um trabalho de conscientização. Mas não é um trabalho que fala só de violência. Eu sempre procuro deixar claro que, insistir ficar dentro de relacionamentos doentios pode trazer consequências negativas, como a morte. Sim, o feminicídio é uma realidade comprometedora e que requeratenção de todos. Eu, você, …todos nós podemos agir no sentido de procurar diluir os efeitos do problema que não é só da mulher, mas de todos. Então, é importante que estejamos atentos e façamos a nossa parte, denunciando as situações concretas que se presencia.
O sentido da vida, não dar-se indispensávelmente pelo pão de cada dia. Ela confere outros sentidos que encontra- se a margem de nossas necessidades, coisas como, alegria, os pequenos momentos de paz, as coisas que a gente despreza e as que nos promete ” os comerciais de margarina “. Evidente, a própria vida, traz um enigma existencial. O que a maioria de nós procura é a felicidade, mesmo que, nunca nos deparemos com ela. Mas o que nos salva diante dessa reta, são os momentos de lucidez em meio a tantas fantasias distorcidas. Acredito que o que faz com que tudo tenha consistência nessa ” viagem ” é aproveitar a paisagem.
Quando eu escrevo a respeito de amor próprio, gosto de citar uma frase da Coco Chanel que diz: ” Não é a aparência, é a essência. Não é o dinheiro, é a educação..”. Quer dizer, olhe para os valores que têm de fato importância. Estes, são valiosas mais do que ” os adereços ” que muitas vezes, são vendidos para nós e, que dão a vaga impressão que tem valor que transcende o olhar para o que está sendo tratado ao que é referente a esse aspecto. Não, o amor próprio tem relação com a nossa essência, especialmente, com aquilo somos, o que oferecemos de bom para nós e para os outros. É o que transborda no ser humano.
A busca incessante pelo essencial é o que nos permite olhar para o simples com o olhar de espanto. Todas às vezes que, temos essa capacidade, digo ” que a gente consegue reunir esforços ” para chegar a essa construção tão profunda de nós mesmos, naturalmente, se sustenta o olhar sobre qualquer coisa. Quem mergulha na parte mais profunda de si, se sente confortável com as maravilhas que descobre. Mais do que, quem se movimenta no raso e acha que encontrou água límpida.
Falar de amor próprio é um processo longo, porque junto a ele, vem a necessidade da compreensão sobre o autoconhecimento, sobre fatores que evidência as nossas qualidades, assim como também a questão dos defeitos que se apresentam de forma consistente em nossas crises. A ideia de amor próprio vem acompanhada sobretudo dos nossos ganhos, da forma como vemos a vida e nos tornamos protagonista da nossa história. Poucas vezes se ouve pessoas falando de amor próprio nesse sentido: acolhimento, algo que faz com que ” encontremos a nós mesmos “, tenhamos segurança quanto a vida, as nossas escolhas, a aceitação pessoal de nossas coisas, do nosso corpo, dos nossos questionamentos. É uma somatória de coisas, sem dúvida. Amor ao quê? Amor ao que eu suporto diante de um mundo complexo, sobretudo quando tenho que lidar com o trágico e após isso, ainda conseguir ” ser feliz “. Veja, ser feliz desprezando muitas coisas, como por exemplo ” fórmulas prontas”. Não, retire do limite o que é importante pra você; reconheça os pequenos detalhes que agregam valor. Respeite- se, ame a pessoa que você se tornar dia após dia.
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