(João Cabral de Melo Neto. Poesia completas. 3. ed. Rio de Janeiro: José Lympio, 1979. p. 376)
CEREJA, William Roberto. Literatura brasileira: em diálogo com outras literaturas e outras linguagens/ Tereza Cochar Magalhães. 5 ed. reform. São Paulo: Atual, 2013
A escrita não nasceu por acaso em minha vida; pelo contrário, ela me acompanha há muito tempo. Eu já escrevi essa história no meu blog, https://Pensamentos.me, lá inclusive, eu conto com mais riqueza de detalhes. Aqui tive que resumir por conta do tempo, mas abordei os pontos principais. Bem, eu venho de uma simples, onde o diploma chegou tardiamente, até pelas condições de estudo que no início não foram fáceis. Eu comecei estudar aos 12 anos e não tive muita alternativa, a não ser encostar a banda na cadeira e me concentrar. Por não ter condições financeiras de comprar livros na época, vivia entre bibliotecas, inclusive a da Faculdade ( Ulbra/Santarém), onde sou formada. A princípio, fazia os trabalhos escolares e depois ficava entre os livros, em especial os de Literatura. Passei boa parte da minha vida em bibliotecas e assim, me habituei nesses lugares. A educação de modo geral, o conhecimento são instrumentos fundamentais que ajudam o ser humano a melhorar, eu gosto de enfatizar isso em minha fala. Em 2013, eu fiz o vestibular para o curso de Direito e, aí descobri a minha grande paixão! “Direito na veia!” Sim, desde criança esse desejo ecoava dentro de mim. Eu via no cotidiano, coisas das quais me sensibilizaram bastante, só que pelo fato de ser criança, não tinha ideia do futuro. Ao estudar, escrevia, mas não como algo que tivesse algum impacto. Todavia, o desejo existia. Mas foi através do blog que comecei a minha trajetória como autora. No início escrita frases, depois artigos todos ligados ao direito da mulher, em especial à violência onde transformei parte dessa escrita em um livro: Mulher Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais, publicado pela editora Viseu. E também os diversos vídeos que falam desse e outros temas. O conselho que deixo a quem deseja escrever, continue tentando!!
Eu já escrevi vários textos falando o quanto “escrever é um ato prazeroso”. Você reúne ideias, tece pensamentos construtivos, criar na verdade um cardápio lúcido a respeito da realidade. Mais do que isso, você fala sobre as nossas mazelas, dar um choque de lucidez intelectual sobre o que quer que o leitor entenda ou seja, faz com ele mesmo, seja capaz de desenvolver os mecanismos necessários para produzir as respostas do que precisa. Eu acho que escrever também é um poder; poder que tem a ousadia de superar as muitas limitações que temos enquanto indivíduos. Quem escreve, oferece a oportunidade para liberdade, não amordaça, não asfixia, não cria insegurança. Claro, isso depende muito de quem escreve e da forma que escreve. Mas creio que escrever é uma forma de reagir e se indignar contra pensamentos limitadores, falsas crenças e outros. Quem escreve sempre questiona algo que precisa ser visto, construído com coerência. Por isso, é um processo longo, não fantasioso, e sim criativo. Pois, tecer pensamentos requer raciocinar em meio a tantos problemas, e que por vezes nos faz ter um esforço maior com as palavras, principalmente se vivermos momentos delicados. Escrever é arte…”arte de comunicar” e se fazer compreendido nessa extensa experiência de tornar a escrita, acessível aos nossos leitores.
O primeiro passo para mudar a sua vida é acreditar em você; é acreditar sobretudo na sua capacidade e fazer as coisas acontecerem, dentro de um grau que mais do que orgulho, você tenha a oportunidade de atingir outros patares. Sim, eu sei que às vezes, dependemos muito dos outros, porque cuidamos, porque há também pessoas que dependem de nós ou dependemos delas financeiramente. E tudo isso, se torna um entrave porque, no fundo, vamos protelando os nossos sonhos, os nossos desejos, adiando oportunidades por conta se situações adversas. Mas há casos, onde esse adiamento, só depende de nós. Um diploma é uma conquista pessoal indelével. A ferramenta necessária que nos projeta rumo ao mundo e ao mesmo, nos permite ter uma trajetória brilhante, principalmente, diante uma sociedade com tantas exclusões.
“Paz é uma sensação indescritível, mas que nos enche de oxigênio e plenitude. Não tem nada que nos deixe mais a vontade na vida do que, alcançar o ápice dessa serenidade e ao mesmo, desse eco prazeroso que embala a alma…lentamente.
O Carnaval é a festa mais democrática do Brasil, ela deixa as pessoas com a alma leve, colorida e cheia de alegria. Portanto, vamos brincar sem brigas, sem atropelados, – e sem violência, o que é mais importante. Procure respeitar as pessoas que estão ao seu lado, assim evitando situações constrangedoras, como ” o convite para o abuso “, não que eu acredite que ele exista, mas tem muita gente que ignora esse fato. Brincar de forma saudável, é o que se deseja. Lembre-se: nada de assédio, importunação sexual, xingamentos, violência verbal ou física. Isso não pode, viu? Vamos fazer desse momento, uma oportunidade para que se tenha um ambiente seguro para todos se divertirem: blocos, trios, foliões brincando sempre com responsabilidade. Ah, antes que eu esqueça: #NÃOÉNÃO
Os dados sobre a violência sexual só ganham números significativos no país. A cada 8 minutos uma mulher é violentada. Desses casos, as vítimas adultas que procuram denunciar, segundo um estudo latino- americano, apenas 5% delas de fato, vão a uma delegacia ou procuram um serviço de saúde. E por que isso acontece? O problema ocorre por diversos fatores como os msis comuns: falta de apoio, medo entre outros. Precisamos falar mais sobre o assunto; precisamos conscientizar e denunciar! Sexo só com consentimento.
Carnaval é um momento onde a alegria eclode. Então, vamos brincar de uma forma segura , e respeitando sempre as pessoas que estão ao nosso lado. Vamos brincar no Bloco Do Respeito? Assim todos nos divertimos. Mas lembre-se: Pegar na sua cintura, beijar você sem sem consentimento é assédio, viu?
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