Muitíssimo justo e generoso, saber que a vida nos oferece tempo suficiente para vivermos com sabedoria diante de nossas paixões, vislumbrando uma página inteira de acontecimentos interessantes, e não descobri isso, só no último capítulo.
Hoje, um seguidor me disse: ” Você vive nessa luta árdua todo dia fala sobre violência. Respondi: ” É o meu trabalho!” Eu escrevo, gravo, converso com mulheres vítimas de violência. É árduo? É. Afinal, é minucioso, não tem a relevância que deveria, mas todos os dias, eu acordo querendo fazer melhor que ontem.
” É importante a mulher reivindicar, falar ( não se calar) diante do que está errado.
A mulher deve buscar viver de forma plena e não sendo diariamente, vítima de violência. É uma situação triste, vermos essas mulheres morrendo ( gente do céu!) de forma bárbara. Pior, falo não só morrendo, mas seus filhos sendo resiliência desses fatos, que nos comove de forma marcante. E, não tem como não ser, mesmo à contra gosto, tornam-se reféns dessa violência que traz em seu próprio viés, a morte anunciada.
Eu falo, tu falas…E quantas vozes não falam sobre o que está errado? A violência dilacera sonhos, marca a vida de famílias inteiras, e quando o seu resultado não leva a óbito, deixa numa cadeira de rodas. Então, esse alerta se faz necessário para que a mulher, diante de agressões não se cale.
Muitas mulheres se sentem inseguras nas suas relações. Elas se casam com o sonho de construir uma família, mas com o passar do tempo, começam sofrer agressões. E ficam ali, confusas entre a dor e o medo da exposição, além do julgamento da sociedade muitas inclusive mentem para preservar a relação, rezam muito para o parceiro/parceira mudarem. Claro, elas foram e continuam sendo ensinadas a fazer- se de ” boa esposa” para darem conta da família. É assim que muitas conseguem conter o resultado das agressões. Mas hoje, a gente sabe que isso não é certo. Não pode apanhar e viver dentro desse processo a vida toda ” apanhar, perdoa!” A lei existe para punir esses criminosos. Sim, o homem que bate numa mulher é um criminoso, não tem como fingimos que é outra coisa. Quem apanha, se sente sozinha, ok? Quem bate e vive atrás da proteção do silêncio do outro, é o grande privilegiado. E isso, a sociedade não julga, mas está cheia; Julga a mulher que denuncia.
” Vá até o fim”
É importante falar para a mulher que é vítima de violência, que ela tem que denunciar. Tem que fincar o pé e falar, dizer ” não ” a essa situação. É fundamental, buscar ajuda; procurar conversar com a família, depois com amigos e ir a uma delegacia especializada no atendimento à mulher. Todas tem direito de viver uma vida digna e sem violência.
” O BASTA é necessário. Mais, ele é importante para o processo de cura da mulher. Se a relação ja frutificou (tem crianças), eu digo que é imprescindível para que a família recupere a saúde mental e emocional. Pois, em ambientes onde se verifica a presença de violência, todos adoecem.”
” A arte é um caminho, dentre tantos que, cria sentido a vida. Há quem diga que ela imita. Eu, porém, creio que sem a presença da arte, não suportaríamos a realidade como ela é. Então, a arte, certamente faz com a gente seja capaz de reinventar as coisas. Veja, os Sofistas eram excelentes professores; eles falam em público com uma precisão tremenda – só isso, os tornavam convincentes. Então, eu diria que o ser humano por meio da arte, ele cria, ensina, defende e acima de tudo, impressiona. A arte é uma linguagem que se movimenta em formas, sons e gestos.
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