Bondade é uma qualidade que não se dissipa facilmente, mesmo diante de situações que, acabam por corroer alma do ser humano. Quem é bom nasce bom ou por meio dos muitos erros, aprende a ser benevolente. A bondade vem da essência de cada pessoa. Não se finge ser bom, porque ao se fazer isso, dentro de um curto prazo de tempo, a máscara cai! A verdade é que o ser humano, não sustenta ser aquilo que não é. Quando refiro-me a bondade, falo, do que cada pessoa carrega em seu coração como características ligadas a honestidade e nobreza, especialmente atrelando essas característica a valores e princípios que o indivíduo não negocia. Veja, a bondade é uma construção interna que reflete aquilo que somos. Se sou uma pessoa boa e honesta comigo, eu também terei a capacidade de ser com “o outro” e “os outros”, porque se cometo algo de errado com alguém, o cérebro logo emite uma mensagem dizendo ” opa, isso não foi honesto de sua parte”, compreende? Agora, se tenho um caráter duvidoso, eu posso ser um ” Pedro” ou ” Judas” da história, e continuar subestimando a inteligência de muitos, exatamente por confiar em mim. Afinal, só me adequo aquilo que sustento, – A garantia reside nisso, ou seja, sustento porque sou bom no que faço. O comportamento de pessoas com essas características, é visto como contraditório, assim como a moralidade, os abusos que comete no decorrer da vida. E por que? Porque usa o princípio da confiança para ferir a boa- fé daqueles que, acaba vendo com um certo grau de inferioridade. Com isso, todo o agir dessas pessoas está vinculado com algo interno, que lhes permite olhar para os outras e agir com duplo empobrecimento moral e material na maioria das vezes. Pois, pela própria condição, pensa desfrutar de uma superioridade que, torna digna as suas ações
No silêncio tudo se concebe. Do voo da borboleta, o nascer da vida. Esta, talvez manifesta-se, dependo do contexto, da agressividade, ansiedade e euforia, da dor e emoção, transformar- se em choro. Não se sabe se chorar é um aviso, ou uma necessidade do indivíduo. Mas é a segunda grande voz humana, porque amplia a condição necessária de sobrevivemos a todos os sentimentos positivos e negativos. Muitos deles, não podendo serem manifestados os reais motivos; e uma vez fúteis, são descartáveis perante as suas controvérsias. E como citei anteriormente, o impacto da vida- o ato de nascer, nos faz chorar, mas é uma manifestação ousada, única e necessária. Assim como também é necessário o romper da crisálida para criar possibilidade ao voo. A natureza se mostra pronta, falta arriscar, ser ousado. A vida se mostra pronta, falta-nos somente a consciência e a oportunidade da autorrealização.
” Talento, muitos têm. Todavia, mais do que saber identificá-lo, é preciso pensar em muitos casos, onde uma vez não dada a devida importância, a quem tem essa profundidade em ser bom em algo ( ser bom, não é nascer com o dom, mas muitas vezes, aperfeiçoá-lo), como uma chance de vida desperdiçada. Ora, não basta ser bom em algo/ alguma coisa. É preciso ter vez, voz, e fazer- se ser notado nos espaço de poder, em especial, na mídia. Não basta, o indivíduo trabalhar diariamente o que ele faz, e não ter reconhecimento sobre a importância do que faz. É incoerente vermos pessoas que hoje se destacam dentro esses espaços, sem talento. Todavia, tiveram a oportunidade de desempenhar um papel de reconhecimento, devido as próprias condições que por natureza, já lhes eram propícias.
” As pessoas se encantam com a minha mansidão feroz. “
Eu sou uma pessoa que trabalha o tema violência, e considero a minha forma de fazer isso ” humanizada”. Claro, diante de muitas tradições que são nos repassadas de forma em que a mulher tem que ser severa e agressiva na forma de falar como os homens, eu acabo me destacando por não ter que adentrar nesse universo crítico. Diferencialmente de muitas colegas ( que não quero acrescentar nenhum tipo de adjetivo pejorativo), porque todas tem o seu direito de agir, ou seja falar da forma que acham melhor, eu passo a minha mensagem de uma forma respeitosa aos homens e acolhedora as mulheres. Respeitosa, Marii? Respeitosa no sentido de não fugir do meu profissionalismo. Eu não tenho que qualificar ou julgar ninguém, isso é papel da Justiça. Quem tem que sentenciar alguma coisa, é juiz na medida em que há provas concretas contra alguém.
Como mulher que conheço os meus direitos, – e isso as vezes me surpreende- algumas pessoas acham que sou ” bobinha” por falar manso, ser educada e por passar uma falsa fragilidade “. Não, nada disso! Como disse anteriormente, eu sou educada, falo compassadamente, por uma questão de saber trabalhar a minha oratória. A verdade que “você não sai de uma faculdade, da mesma que entrar”. Todo profissional do direito tem uma boa oratória. E, não posso ser diferente disso, a não ser em situações extremas, onde me chamam de ” maluca”, rsrs…No final, as pessoas descobrem que por trás dessa ” paz” toda, tem uma autentica mulher, com todos os seus predicados e um que considero importante, ser corajosa. Essa coisa de “fragilidade ” que nos acompanha, pode ser bacana em algumas situações, como por exemplo, pari! Uma mulher que passa por momentos difíceis, ela se encontra num momento delicado. Isso serve para os homens também. Afinal, estamos falando de seres humanos. Um homem que sofre um acidente, ele também se encontra num momento de fragilidade. Então, frágeis, todos nós nos tornamos, a depender da situação.
” Toda mulher tem um potencial incrível”
A mulher tem um potencial incrível. Muitas só devem saber trabalhar isso de forma que, consigam se favorecer. A maioria ainda não sabem. Todavia, chamo- lhes atenção, quando o assunto é violência; quando são ameaçadas, violentadas, perdem seus direitos, saúde e educação, a gente precisa parar um pouquinho, olhar para essa situação e trabalhar de modo, a fazê- las acordá- las.
” Eu amo o que faço “.
Eu amo o que faço. Digo mais, não é à toa que escolhi escrever e, ao mesmo tempo fazer um trabalho dessa dimensão. É gratificante em primeiro lugar, para a pessoa da Marii. Quando fazemos o que gostamos, trabalhamos felizes, porque se faz algo para a humanidade, mas também para si. E para finalizar, digo que “por trás desse rostinho com ar indefeso”, há uma mulher inteligente com um potencial incrível. Eu sou grata a todos que me acolhem o meu trabalho, devido não só a importância, mas porque somos humanos, temos que nos tratar bem, saber nos acolher dentro de nossas diferenças. Isso é muito importante para que se possa respeitar as pessoas.
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