A violência doméstica aumentou; como aumentaram também o número de processos no Judiciário brasileiro, por conta do significativo aumento de casos de feminicídio em no País.
De acordo como o Portal CNJ, “ o Judiciário registrou cerca de 947 novos casos de feminicídio em janeiro de 2026”. As agressões são um alerta em relação a violência que deve ser denunciada.
Ao se falar em violência contra a mulher as provocações são diversas, mas o que precisamos entender sobre isso é que só denunciando é possível ser “ cirúrgica “ em relação a essa questão. Quando a mulher tem consciência e coragem para sair de casa e fazer uma denúncia, ela mostra que não se sujeita ao que está errado. Isso é bom? É excelente, inclusive, é o que tem chamado a atenção das autoridades e da sociedade brasileira. Ora, como escritora e estudiosa dessa área, eu vejo com grande facilidade, essa “ retomada de consciência “ da mulher. Obviamente, não quero ser interpelada de forma errada diante dessa expectativa que olho pelo lado positivo. Mas, se esses números são tão significativos do ponto de vista de “ assustar” a população; são esses números que também revela um detalhe que prende a nossa atenção: coragem para denunciar, porque mostra a mulher muito mais “ consciente e consistente” diante do enfrentamento à violência ; diante do entendimento do homem que a desrespeita, que a violenta sexualmente e bate.
“ Enfrentar a violência é gritar, é levantar a mão e dizer que não se sujeita à nenhum tipo de agressão “
Enfrentar a violência é dizer que não se sujeita a ideia de um “ amor passivo “. É ele que muitas vezes, leva a mulher ao hospital ou ao cemitério. É ele que continua cooperando para essa estatística estarrecedora de violência e mortes de mulheres no Brasil. Persistir em “ fechar os olhos e a boca” é prolongar esse sofrimento. O homem agressor, ele não respeita a mulher; ele não respeita a justiça, porque se enxerga superior a tudo.
A lei ° 11.340/2006 ( Maria da Penha) é um mecanismo que previne esses casos e mostra que essa mulher não está sozinha. Esses números relacionados a mortes de mulheres de forma crescente no Brasil e, que “ são escritos com sangue” não revela só o fato, de muitas terem perdido para a morte. Mas, a clara tentativa de lutar pelo básico que é o direito à vida. Isso é digno de nosso aplauso. Esse detalhe, é um fato, que deve encher de orgulho os olhos dos nossos magistrados.
Marii Freire. Violência Doméstica
Fonte:
Portal CNJ
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Imagem: Autoral
Santarém- PÁ, 8 de abril de 2026/Amazônia/Brasil
