Mulheres Não São Difíceis
Difícil é achar que uma mulher tem que se calar, quando o teor de sua fala, vai de encontro ao “ interesse de um homem” ou de “ um grupo de homens”. Neste caso, a resposta é imediata, seja ela tomada com conotações machistas ou ainda, simplesmente revestida de uma violência disfarçada. Veja, a palavra é “ disfarçada “ porque não se pode falar mais em violência sutil, já que a sua marca é visível em todas as instâncias.
Essa forma de expressar como somos vistas e tratadas, revela também a maneira pela qual somos toleradas principalmente, quando se trata de espaços de poder, o que pressupõe uma relação engessada; marcada por fronteiras claras e delimitáveis. Não há como se falar em flexibilidade; menos ainda, em o direito de decidir a quem cabe a palavra final, se em todos os finais fomos silenciadas. E se por ventura, tivéssemos a coragem de potenciar a nossa voz, “ a punição “ era o resultado designado pela palavra de um homem.
Como disse “ mulheres não são difíceis “, elas vivem uma realidade afrontosa. Seus direitos são questionados a todos os momentos, por condutas que ainda revela a edição de leis pessoais e, não Constituicionais.
O Brasil testemunha esse fato, desde a sua colonização, que para muitos cria a ideia magnífica de ato heróico, – e que na prática, sabemos que não. Ao se olhar para tal exemplo, constatamos diversas formas de violência e dominação, sim ou não? Colonizar a mulher é visto também como uma espécie de prestígio. Para mim, nas duas decisões, representa violência. Pois, a dignidade humana, a liberdade é um direito, não um interesse particular.
Marii Freire. Mulheres Não São Difíceis
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Nota: Texto criando no Facebook/Marii Freire Escritora
Santarém-PÁ, 2 de abril de 2026/Amazônia/ Brasil