Muitas mulheres não tem coragem de falar sobre a violência que sofrem. Intimamente, elas guardam para si o sofrimento, de modo que, a vergonha faz parte da vida dessas mulheres dentro e fora de casa. É como se o silêncio fosse um artifício capaz de restaurar a paz interior; o equilíbrio entre a dor e sofrimento, mediante à sombra do que é ignorado.
Há mulheres que mesmo apanhando, nunca pisaram numa delegacia. Por medo ou vergonha da exposição, assim como, o julgamento; essas vítimas são capazes de renunciar o próprio direito. E aquelas que não tem apoio, a proporção dos fatos, ganham um peso muito maior, porque sem apoio e possibilidade de alguma garantia futura, elas se encolhem num canto qualquer.
O que é importante ressaltar quando se observa o problema da violência?
O problema atrelado a violência é a dominação; o poder e a ideia de posse que o homem tem a respeito da mulher. Quanto mais, ele puder controlar e manipular a vítima, mais esse homem é capaz de cometer erros graves com a mesma. O que se pode acrescentar quanto a isso é que, muitas sofrem caladas; enquanto outras tem a devida noção do problema, mas não procura expor tal situação, porque existem fatores que pesam na decisão dessas pessoas Todavia, isso não significa que essas mulheres não compreendam o perigo que as ronda. Em determinadas circunstâncias, o silêncio dessas vítimas, coopera não só para a prática de abusos, como para um crime bastante comum: o estupro marital.
Algumas mulheres relatam a violência sofrida, tardiamente.
A violência doméstica e o estupro marital são os casos mais recorrentes, porque a mulher se sente forçada a agir sob a autoridade do marido. Essa prática, é extremamente prejudicial à mulher, porque revela uma obediência extrema e o não respeito por si mesma, especialmente quando se tem o direito de falar “ não “.
O não é um direito. Mais, é um direito inegociável. Portanto, não se cale, porque reconhecer a violência vivida tardiamente, é um problema visto como, uma espécie de agressão a você mesma.
Denuncie todas as formas de violência
Marii Freire. O Reconhecimento Tardio da Violência
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Imagem: Marii Freire
Santarém- PÁ, 29 de março de 2026/Amazônia, Brasil
