Alertar mulheres e meninas é essencial para construir desde cedo, mecanismos de defesas capazes de reconhecer falas e atitudes que gera vários tipos de violência. Afinal, elas precisam estarem preparadas para encarar o mundo tal como ele é.
É importante que meninas aprendam a celebrar suas conquistas, reconhecer que tem direitos para não andarem de cabeça baixa ou ouvirem na rua falas que procuram diminuir as suas qualidades. A luta contra a opressão tem que ter efeito desde que, elas sejam capazes de alcançar o entendimento de que merecem para serem tratadas com respeito. E não depois de adultas, sofrem punições por seus namorados e companheiros não se adequarem as suas regras.
Violência, se enxerga na vivência e não só no que a mídia entrega.
A violência contra a mulher começa em casa. E é em casa que elas aprendem sobre o valor do respeito sobre si mesmas, mas também o quanto devem ser submissas. Portanto, é importante falar sobre o machismo dentro e fora de casa, porque o que mais vemos, são mulheres sendo mortas.
Uma mulher não é morta porque demora para sair da situação de violência. É morta, porque o homem decide matá-la.
Não é a consciência tardia do problema que coopera para uma estatística estarrecedora no Brasil. Afirmo: é a condição feminina. Elas não tem culpa – são vítimas do que são submetidas. O homem mata porque diante da ideia de sua própria importância, deixa uma mensagem clara como era a do passado “ não se submete as minhas regras ou seja, ao que eu decido; perde a sua vida”. Isso é reflexo de uma estrutura patriarcal. Portanto, não culpemos a mulher. Mas tenhamos consciência de como funciona as coisas nessa sociedade.
Encarar essa realidade e procurar desconstruir esse modelo é identificar o problema e garantir respeito as mulheres. Quanto mais cedo falarmos ; quanto mais cedo questionarmos o que vem acontecendo com as mulheres, especialmente diante de comportamentos machistas, ao invés de normalizar certas condutas, melhores serão as condições delas romperem com, como disse anteriormente, com falas, com “ piadinhas” ou qualquer desconforto que faça com que elas tenham medo ou vergonha de si mesmas.
Promover atitudes como essas, ajuda a encontra respostas que combatem as várias formas de violência; trazendo consequentemente, mais segurança para as mulheres.
Marii Freire. Violência Contra a Mulher: A Regra Não é Só Sobre o Corpo, É Sobre a Vida
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Imagem: autoral
Santarém -PÁ, 19 de março de 2026/Amazônia/Brasil
