O Brasil teve que rever suas políticas de contenção à violência contra a mulher levando em conta toda a história de luta da Penha. Pois, antes, a mulher que era vitima de violência; a mulher que apanhava vivia horrores, porque além do fato, dessas mulheres estarem sozinhas, não havia visibilidade do problema. A minha fala aqui, se baseia justamente, na versão de uma vítima que relata como apanhava e, ao procurar uma delegacia comum, o delegado não dava a devida importância a sua fala. No final do episódio, ela ouvia que “ mulher gostava de apanhar “. Com isso, era mandada para casa, chegando lá, tomava outra surra e, o pior, quando procurava a família no meio de toda aquela confusão e dor, ela não recebia apoio algum. Então, você imagina como era difícil a vida dessas mulheres que só “se apegavam aos filhos e Deus ” sem nenhuma segurança jurídica! Viviam desesperadas.
Hoje, além de buscar ajuda, todos nós temos o dever de interferir nessa realidade, como forma de ajudar e previnir uma violência maior que é a morte dessas mulheres.
Marii Freire. Violência Doméstica
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Imagem: autoral
Santarém- PÁ, 16 de março de 2026/Amazônia/Brasil