Os casos de violência contra a mulher sempre foram comuns. É verdade que ainda são recorrentes, mas entre uma visão do passado e uma atualizada, sabemos que a relação de poder do homem sobre a mulher foi muito mais severa no passado. Ora, com a ausência de leis que protegessem o direito da mulher como temos hoje, o homem se sentia muito mais poderoso e confortável para cometer certos atos, sem a preocupação de ser punido. Agora, diante da possibilidade de ser desmarcado pelas próprias atrocidades cometidas contra as suas vítimas; muitos pensam de forma prática, antes de cometer qualquer crime. A regra implica mudança de caráter e amadurecimento da sociedade sobre a questão. Todavia, faz se necessário dizer que uma boa parcela dos homens, certamente pensa e age com cautela, diante do que eles diziam ser um “ mal-entendido “ entre marido e mulher. Você nota que esse cenário novo, ele tanto confunde, como acaba trazendo a certeza de que é impossível se esconder ou sustentar um comportamento violento como era visto antes.
Na rua, o homem pensa que pode ser descoberto com mais facilidade. Em casa, ainda existe essa coisa da proteção. E são nesses espaços que muitos ainda cometem crimes. E aí, tem-se um problema, suas vítimas por medo e vergonha de se expor, desistem de se pronunciar sozinhas.
Essa realidade ainda contribui com os resquícios de uma cultura machista, na qual se normaliza esse tipo de comportamento dentro de casa. O que serve para sustentar a impunidade e contribuir com uma estatística crescente em nosso país: o feminicídio. O lar ainda é um local onde os piores crimes acontecem, justamente porque o homem se sente seguro para agir como quer.
Antes, o homem que praticava a violência contra a mulher, tinha certeza da impunidade; o que cooperava ainda mais para normalizar o comportamento machista.
Em casos em que existem uma relação de poder e, essa violência sai de dentro de casa e chega em espaços públicos, aqui cito o exemplo: assediador e vítima, há também uma consciência maior que faz com que muitas mulheres denunciem. Claro, é preciso dizer que essas vítimas precisam ter coragem para se expor e passarem pela sensação de desconforto; perder o medo e denunciarem mesmo ou seja, conseguir provar o que diz a respeito da atitude da outra pessoa. Vale ressaltar que, diante de situações como essa, não se pode banalizar o comportamento da mulher, mas dá suporte, de modo que a sociedade não acate esse tipo de comportamento que favorece o agressor ou assediador em diferentes situações.
O que se compreende diante dessa realidade? Compreende-se que, a reeducação da sociedade se faz necessária para mudar o próprio olhar sobre a mulher, assim como, debater; se pronunciar a respeito da fala e comportamentos machistas, especialmente onde se tenta calar a mulher. Só analisando essas situações com profundidade, é possível combater a violência. O uso da lei, é um artifício eficaz diante de comportamentos de desrespeito e violação de direitos.
Todos contra a violência!
Marii Freire. Violência Contra a Mulher
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
Imagem: autoral
Santarém, 16 de março de 2026/Amazônia/Brasil
