O dia terminava lentamente através das horas
Minuto a minuto,
Em meio a solidão,
Meu peito guardará um grande vazio
Um silêncio implacável
Cortava o céu de ponto a ponta
Meus olhos se deitavam
sobre a tarde,
Era tarde
Não fuga.
Era o final do dia iniciando
um novo ciclo,
Um novo início em meios a milhares de palavras
Era um entardecer despido de beleza
E vestido de dor,
Uma dor que não se esgarçava
Em frações de segundos,
Nem no correr do rio.
Era assim que aquela tarde se despedia
Na monótona solidão,
Na solitude absoluta,
No olhar que lançava-me longe de mim
Na exaustão do rio,
A correnteza murmurava
noite a dentro,
Como o meu sofrer que não se esvaía naquela agonia
Sob o olhar que contemplava o que acontecia sem nada dizer.
Marii Freire. Tarde
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Imagem: Rio Tapajós/ Pará/Brasil
Santarém- PÁ, 13 de março de março de 2026/Amazônia/Brasil
