Tarde

O dia terminava lentamente através das horas

Minuto a minuto,

Em meio a solidão,

Meu peito guardará um grande vazio

Um silêncio implacável

Cortava o céu de ponto a ponta

Meus olhos se deitavam

sobre a tarde,

Era tarde

Não fuga.

Era o final do dia iniciando

um novo ciclo,

Um novo início em meios a milhares de palavras

Era um entardecer despido de beleza

E vestido de dor,

Uma dor que não se esgarçava

Em frações de segundos,

Nem no correr do rio.

Era assim que aquela tarde se despedia

Na monótona solidão,

Na solitude absoluta,

No olhar que lançava-me longe de mim

Na exaustão do rio,

A correnteza murmurava

noite a dentro,

Como o meu sofrer que não se esvaía naquela agonia

Sob o olhar que contemplava o que acontecia sem nada dizer.

Marii Freire. Tarde

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Imagem: Rio Tapajós/ Pará/Brasil

Santarém- PÁ, 13 de março de março de 2026/Amazônia/Brasil

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante

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