Feminicídio

A violência contra a mulher é um problema crescente em nosso país. O Brasil, infelizmente, se destaca como um país inseguro e violento para com as suas mulheres. Ontem, 8 de março, data importante e que se comemora o Dia Internacional da Mulher, tivemos notícia de mais um crime bárbaro. Em Minhas Gerais, uma mulher foi morta pelo seu companheiro com mais de 30 perfurações em seu corpo. Isso significa o uso de arma branca ( faca) para ceifar da vítima.

Assim como essa morte, ocorreram outras formas de violência em diversas cidades brasileiras; tudo para mostrar a força masculina e como, ainda o homem exerce o seu poder e controle sobre a mulher. Mais do que uma tragédia anunciada, o feminicídio é uma resposta brutal da violência perpetuada há séculos. Enraizada e crescente de forma contínua e profunda, a violência precisa de uma resposta mais rigorosa e autêntica para com a mulher. É essa resposta que desafia as nossas leis brasileiras. Já é passada a hora de negociarmos a vida de tantas mulheres por tão pouco. Se essa não for, a visão dos nossos legisladores, se não houver condições e amadurecimento de novas formas de pensar o problema, essas mortes vão continuar acontecendo.

A cada 6 horas

uma mulher é morta de forma violenta no país

Ontem, 8 de março, uma mulher foi vítima de feminicídio em Minas Gerais. Em seu corpo, havia 30 perfurações

A proposta desse artigo é mostrar a necessidade de criar uma resposta para diluir os efeitos da violência na vida da mulher. E isso, certamente, só virá pela ousadia intelectual dos nossos legisladores, dos nossos interpretes da lei, dos nossos magistrados, intelectuais e a manifestação da própria sociedade que já não suporta perder tantas vidas para quem não se mostra disposto a esboçar nenhum tipo de mudança que é o homem violento.

O Brasil precisa ter uma visão mais ampla e generosa com a mulher. Veja, aqui eu não estou afirmando que uma vida possa valer mais que a outra. Eu estou sim, dizendo que o homem violento não respeita só a mulher, ele não respeita os outros homens que criam as nossas leis, porque se assim fosse, com o aumento de pena por exemplo em relação ao feminicídio, certamente, muitos homens pensaria duas vezes antes de agredir continuar tirando a vida dessas mulheres. Eu vivo repetindo que a pergunta inteligente que devemos fazer diante de tanta violência não é “ quantas mulheres precisam morrer “, e sim, “ o que vamos fazer daqui para frente, para conseguirmos resolver esse problema? “.

A violência pode ser contida, desde que se faça uma releitura dessa situação e não se tenha pena de causar prejuízo ao outro ( homem), mesmo que esse “ outro “ seja o algoz fatal de tantas histórias sangrentas. Enquanto o homem desdenhar da própria lei, como ocorre em relação a a Lei Maria da Penha, muitas mortes vão continuar sendo vista como são ou seja, como se diz “ mais uma que entra para a estatística do feminicídio”. Sinceramente? não é isso que desejamos. Precisamos de debates e a urgência de compreender o porquê da necessidade da mudança, já que as respostas atuais da lei, não são ou não trazem a segurança que essas mulheres precisam para viver.

Abster-se não transforma!

Transformar sim, compreender a nossa história, mostrar sensibilidade, entender a dramaticidade de muitas de nossas interrogações e não negociar essas vidas, que são ceifadas por tão pouco.

Marii Freire. Feminicídio

https://Pensamentos.me/VEM comigo!

Fonte:

https://g1.globo.com

Imagem: Autoral

Santarém – PÁ, 9 de março de 2026/Amazônia/Brasil

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante

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