As mulheres mudaram, desde os séculos passados aos dias atuais, elas tem procurado estarem mais vigilantes com tudo aquilo que acabou sendo estabelecido pelo próprio sistema. Essa é uma mudança boa, constante e indispensável para a construção da sociedade que desejam ou seja, uma sociedade mais segura e justa a todas.
Na visão de muitos, essa “ mudança feminina” não é bem vista. Mas, não podemos esquecer que a rigidez com a qual a mulher sempre foi tratada, especialmente quando se observa a negação de direitos; a condição em que foi colocada, a negação da educação principalmente e do conhecimento; esse fato de certa forma ajudou a fazer da mulher um ser “ ignorante “ em razão da própria falta desse conhecimento que era objeto de dominação. Quem detinha o poder, bem como o conhecimento eram os homens no passado, e a mulher só cabia o papel de obediência. Portanto, é possível afirmar que essa foi uma experiência extremamente difícil para as mulheres. Pois, sem conhecimento, obviamente era impossível construir uma consciência crítica. Além disso, condicionadas a cultura do silêncio, nada podia ser transformado.
Todavia, diante dessa realidade a coisa não podia se manter assim. Pois, seus direitos eram restringidos de todas as formas. Foi preciso que as sufragistas fossem capazes de fazer mudanças significativas, para que muitas pudessem lutar, inclusive, quebrar paradigmas da época. Eu gosto de pensar que depois que muitas mulheres passaram a ter coragem e correr o risco, muita coisa mudou. Mas não podemos esquecer também que essas mudanças se deram por uma somatória de fatores que tivemos tanto culturais, sociais e o próprio direito.
“ As mulheres já não são as mesmas “
As mulheres já não são as mesmas, elas foram deixando de serem “ ingênuas e dóceis” por causa da opressão que viviam. Após, essas mulheres conseguirem conquistar muitos direitos, elas foram encontro a tudo aquilo que se mostrava como limite. Após a inserção no mercado de trabalho, métodos contraceptivos e a luta pelo fim da violência, essa mulher se sentem muito mais forte para enfrentar qualquer situação.
A luta pelo fim da violência
Essa luta ainda é sangrenta. O agressor encontra num gesto de amor oferecido pela mulher a “justificativa” para matar. Na verdade, ele age pelo resquício do machismo que temos em nossa sociedade. Mata pela covardia, não tem como querer justificar a violência.
O Brasil é o país que mais mata mulheres. Em 2025, 4 mulheres foram mortas diariamente. Evidente que há muita distorção quantas a essas mortes. Mas na prática, isso revela o poder e o controle que vem de longa data.
Marii Freire. As Mulheres Mudaram
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Fonte:
Imagem: autoral/IA
Santarém, Pá 4 de fevereiro de 2026/Amazônia/Brasil
