Como autora de um livro que trata de um tema tão importante que é o relacionamento abusivo e saúde mental, avaliando o que a mulher deve renunciar, na maioria das vezes, que é o seu direito para viver uma história de amor; desprezando portanto, os desafios afetivos para viver essas experiências que em muitas situações são saudáveis, mas em outras, elas têm que lidar com o lado obscuro do amor ( relacionamento doentio), e em muitos casos, sabemos que essas mulheres rejeitam o próprio sofrimento por fazer de uma crença um valor absurdo; maior do que o fato, dela mesma se amar, se respeitar. Pensando nisso, eu procurei fazer dessa obra uma reflexão profunda que, entre outras coisas, ajuda a mulher se questionar sobre o amor, sobre o que ela precisa abdicar para ter alguém ao lado. Gostou? Vamos lá? Vamos descobrir parte dessas questões juntas? E a pergunta principal é:
Vale a pena amar de qualquer maneira; abdicando de si mesma para validar o outro?
Será que vale mesmo a pena se desconstruir, abrir mão de si mesma para ter alguém do lado? A proposta do livro é muito clara: O Amor Verdadeiro Contesta. Que amor? O amor que tenho por mim. O amor baseado na consciência que tenho sobre princípios e valores aos quais não negocio principalmente, diante de um relacionamento abusivo. Veja, quando eu estou bem; quando tenho consciência e sou ciente de que sou completa, e quem chega na minha vida é para agregar e não “ impor limites “ dizendo “ me amar” , que é o que ocorre nesse modelo de relação, isso faz com que eu questione e não aceite “ certas formas de amor” , porque o que mais se nota, são mulheres presas a relacionamentos, onde o homem é machista, e não faz questão nenhuma de esconder esse fato, especialmente porque ele mostra um comportamento controlador tanto com a mulher, como com pessoas próximas a ela. Desse modo, se observa que toda a maneira desse homem agir é pautada numa relação abusiva, – e que é prejudicial à saúde mental e emocional dessa mulher. Todavia, imersa nesse tipo de realidade, a mulher cria uma espécie de resistência a tudo; não levando em conta o fato de adoecer, até porque nesse tipo de relação, as pessoas envolvidas nela, ignoram a forma em que são tratadas por seus parceiros, mas o efeito negativo, não desaparece.
Pensando nesse fato e sendo ciente de que todos nós somos livres para fazer as nossas escolhas, afirmo que:
“ Amor não é imposição, não é ter que fazer o que eu quero e da forma que desejo”
Quem diz amar utilizando falas e argumentos dessa natureza, reafirma o machismo, a crença de “ guardar “ o que é seu, e ainda causa abuso psicológico ao outro. Obviamente, a pessoa também se alonga da ideia de amor, porque usa das próprias ferramentas para ter controle sobre a outra pessoa, como se propriedade, ela lhe fosse. Toda conduta de quem submete o outro a esse tipo de exigência é destruída, porque a partir daí, o sujeito cria condições para outras formas de abuso, até chegar as vias de fato que é a violência física. Então, “ amor que nos adoece” não é amor. O sujeito que diz amar e utiliza de formas manipuladoras, não ama. Controla; exerce o seu poder sobre a vítima. Portanto, se precisar, leia a frase novamente, assim como o artigo também. Espero ter trazido luz as suas indagações.
Forte abraço!
Marii Freire. O Amor Verdadeiro Contesta
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
Imagem: Autoral
Santarém, Pá 26 de novembro de 2025

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