A violência e as Suas Muitas Faces

Todas as mulheres foram e são marcadas pela violência ao longo da história. E quanto mais pobres e pouco escolarizadas, mais isso se torna um fator de comprometimento à elas, porque cada vez mais, essas mulheres são exploradas em todos os sentidos, algumas até mais do que as outras. Penso que a pouca educação ajude nessa falta de pouquíssimo ou quase nenhum reconhecimento sobre o próprio valor quanto as injustiças que sofrem.

É notório o fato de que, a mulher tem lutando mais contra os obstáculos, que ela vem se esforçando dia após dia para conseguir diminuir o preconceito, o machismo, a violência que sofre, e assim marcantemente, ela tem não só provocado, como conseguido estreitar as muitas desigualdades; os muitos problemas que a incomoda. Mas, como disse anteriormente, ainda existe uma parcela dessas mulheres que parece não reconhecer que vivem aprisionadas ou não compreendem como elas se encaixam diante do que está errado.

A compreensão sobre os desafios que muitas mulheres ainda precisam encarar e assim, aprender a defenderem os seus direitos, depende da mudança de mentalidade que elas mesmas são capazes de desenvolver. Isso é mais importante do que frase motivacional. Pois, só quando souberem lutar, deixaram de serem conformadas com a sorte que escolheram. Não basta falarem que são fortes e resilientes.

Resiliência é uma palavra que todas conhecem, coragem também. Coragem para lidar com o trabalho doméstico sem remuneração; muitas têm a “ consciência” de que nunca vão poder ter uma carreira profissional, e por conta disso, passam uma vida inteira se cobrando por depender do marido pra tudo. Essa é uma realidade muito dura para com as mulheres. Enquanto umas reivindicam, gritam e alertam sobre os horrores, outras parecem terem sido acostumadas a “ enfeitar a paisagem” porque, não tem projeto nem coragem suficiente para mudar as coisas, inclusive as coisas que dependem delas.

Ainda temos muito a fazer; muito a construir e principalmente, temos também muito a mudar. Mudar a mentalidade e as muitas formas de desigualdade que é um fator importante para darmos continuidade a uma história de luta e esperança por dias melhores.

Marii Freire. A violência e as Suas Muitas Faces

https:// Pensamentos.me/VEM comigo!

Imagem: Marii Freire

Santarém, Pá 3 de novembro de 2025

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante

4 comentários em “A violência e as Suas Muitas Faces

  1. Merci beaucoup Marii pour les causes nobles que tu défends !

    Merci pour tes livres et tes articles inspirants, forts et indépendants !

    Merci pour ton précieux courage ! Bien cordialement d’Auvergne (France)

    Citation : « Les filles et les femmes devraient pouvoir décider de leur avenir, quel que soit l’endroit où elles sont nées ». Melinda Gates


    Muito obrigada, Marii, pelas nobres causas que você defende!

    Obrigada pelos seus livros e artigos inspiradores, impactantes e independentes!

    Obrigada pela sua coragem inestimável! Saudações calorosas da região de Auvergne, França.

    Citação: “Meninas e mulheres devem poder decidir seu próprio futuro, independentemente de onde nasceram.” Melinda Gates

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    1. Bravo!…
      Eu é que agradeço pelas suas palavras. Escrever sobre violência tem seus riscos , Louis. De certa forma, se incomoda algumas pessoas que procuram intimidar, praticar violência inclusive ( passei por isso outro dia), mas é preciso ter consciência do que se faz porque, isso ajuda muitas vítimas desse problema que ganha números notórios a cada dia.

      Gratidão!

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    1. Fico feliz e agradecida por contribuir com o meu trabalho, Adriana. Falas como sua, só faz com que olhemos para a violência e tenhamos a certeza de que, cada mulher que se reconhece uma vítima dela tenha também a coragem de se tornar opositora; coragem de falar e inspirar muitas outras mulheres a fazer o mesmo, porque só assim, é que se mostra que o sofrimento vira exemplo de resiliência, de luta e força para cada mulher seguir em frente …escrevendo a sua própria história.

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