Os motivos que levam uma pessoa a desejar tirar a vida da outra, são diversos e emergem de muitas razões. Estes, são internalizados conforme situações as quais o indivíduo vai passando por experiência e acontecimentos que potencializam esse desejo. Agora, é justificável ceifar a vida de uma pessoa? A resposta depende de muitos aspectos e, não cabe a mim dizer se “ sim” ou “ não “. Todavia, o meu intuito aqui é, fazer você pensar que todas as nossas ações tem consequências, inclusive ao que tange ao relacionamento abusivo.
Condicionar uma pessoa a pensar sobre o que pode lhe prejudicar, é também uma forma de ajudá-la a enxergar como as outras pessoas são. Isso serve especialmente para as paixões avassaladoras, para os relacionamentos conturbados, [ relacionamentos doentios], que machucam e fazem sangrar internamente as suas vítimas. Assim falando, parece fácil. Mas não é regra para todo mundo. Porém, quando você enxerga o que se passa realmente nos bastidores de uma história, consegue distinguir a forma de agir da outra pessoa, observando se suas ações dela são boas ou ruins. O meu intuito é esse, digo “ atuar para fortalecer a percepção das vítimas de violência“. Pois, como sabemos; uma vez presa dentro dessa realidade, quase sempre são “ surpreendidas “ porque não enxergam os perigos.
A mulher que vive um relacionamento abusivo por exemplo, ela entende que o parceiro é “ chato” , controlador, ciumento e várias outras formas de “ denominar “ o comportamento dessa outra pessoa; menos afirmar que ela é abusiva.
Vale ressaltar que o abuso é consistente. E é alimentado por muitas situações. Quer um exemplo? A pessoa te “ convence” que o que ela faz é bom para você “ . Então, o parceiro abusivo, ele começa proibido, limitando “ condicionando” e aumentando o efeito disso dentro de cada situação relacionada a vida do casal. Aconteceu qualquer coisa, o homem fica alterado, humilha, procede de forma muito pior, fortalecendo o comportamento controlador no dia a dia. Age fazendo coisas como, ameaça, chantagem emocional, até o dia que vai para as vias de fato. Se antes ele ameaçava, agora, ele bate ou em situações mais graves, esse homem “ atira” em você. Isso é consequência de toda uma ação elaborada por ele e, onde conseguiu tornar você uma pessoa “ refém “ de seus atos que era alimentados por meios de estímulo e reforço do que falava.
No relacionamento abusivo acontece isso. A pessoa que é abusiva ( tem características manipuladoras), que neste caso, pode ser homem ou mulher, ela condiciona o comportamento e o resultado que deseja alcançar em relação a vítima. A mulher por sua vez, quase sempre apaixona, não tem capacidade para lidar com essa realidade, porque a alternância de “ atitudes gentis “ máscara toda a forma de agir do manipulador que é arquitetada minimamente, como uma maneira de fazer com que, ele sempre tenha controle de tudo o que aconteça na relação.
O relacionamento abusivo também leva ao feminicídio. Este, não tem como resultado único e exclusivo, a violência doméstica.
O relacionamento abusivo também leva ao feminicídio. Não adianta pensar que é só na violência doméstica que a mulher sai prejudicada. Não, a mulher que passa por essa experiência negativa na vida dela, sempre fica com alguma sequela; é um rosto desfigurado, é um medo absurdo que a impede de levar uma vida como antes. O efeito do que ela viveu permanece por muito tempo na vida dela. É possível dizer que, em alguns casos, – a vida inteira. Os efeitos de uma relação nociva são devastadores na vida dessas vítimas.
O salto de todo condicionamento físico e psicológico na vida de uma mulher que viveu uma experiência traumática, como é o relacionamento abusivo, pode ser considerado; pode ser transformado. Quando? Quando ela decide sair. A medida que essa mulher tem uma atitude que leva a mudança daquele ambiente que serviu para adoecer, ela inicia uma nova jornada, a colocando como protagonista da sua história. Quando essa mulher, que antes era vítima, se coloca no epicentro de seus interesses, naturalmente, ela busca a autodireção e constrói novos caminhos para o próprio progresso. Agora, baseado em valores e vontades própria.
Marii Freire. Relacionamento Abusivo X Violência Doméstica
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Imagem: autoral. Ás: 10: 21 horas/ Brasil.
Santarém, Pá 8 de outubro de 2025

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