Violência Contra a Mulher

A violência contra a mulher é um acontecimento que transforma vidas diariamente, mas não é visando melhorias, é alcançando números alarmantes de mortes, – e quando não mortes, crueldades de toda natureza.

A mulher não é responsável por evitar a violência, porque essa ocorre independente do seu poder. Ora, nós estamos falando de uma questão muito maior que isso. É algo cultural, tem relação com poder, estrutura e desigualdade

A violência é um problema emblemático, visto que funciona muito bem e fere os direitos das mulheres, especialmente, das que sofrem diversos tipos de violência. E sabe o que mais impressiona? É saber que essa chaga é um projeto. Sim, um “ projeto “ criado e estruturado de forma a promover o poder dos homens e alinhar suas pautas diante do que representa os próprios interesses. Ora, não podemos negar que a mulher ao longo da história “ foi educada para viver relacionamentos abusivos “. Isso na prática, mostra a relação com o pai, irmãos e até mãe. É notório o quanto essa construção coopera para as muitas desigualdades entre os sexos. Se fala de poder de uma organização criada para se promover com o intuito de “ resguardar, de “ proteger “ a mulher como parte” frágil “ da história; um discurso que pela origem da própria trama, foi muito bem elaborado. Mas, no tratante a nós mulheres, não somos “ frágeis “ como se criou e herdou- se essa crença. Tudo isso foi constituído com um único intuito, nos tirar do epicentro da história, principalmente, através do viés da educação, com falas, práticas referentes a cada época, comportamentos alinhados a essa ótica masculina. Por isso, é fundamental falarmos para desmistificar muitas “ verdades “ construídas ao longos dos séculos.

“ A violência representa o pior que temos na sociedade. “

A violência entre elas, a de gênero, é combatida também pelo viés da educação. Veja, se por esse caminho se criou um entrave na vida mulher, é por ele que também se encontra a resposta para combatê- lo. Apesar de existir a lei, que traz uma resposta satisfatória na grande maioria dos casos; não podemos esquecer que esta, só resolve o problema “ do meio para o fim”. Exatamente. A lei não educa; a lei tem a sua eficácia no momento certo, que é quando o Estado conhece a necessidade do cidadão. Todavia, ela não pode educar. Já a educação quando vem trabalhada de forma adequada, ela previne o problema Todavia, não podemos esquecer que este é, enraizada no sistema patriarcal e amplitude disso, gera ainda muitos impactos negativos, assim como questionamentos que, uma vez; tendo suas respostas, inteligentemente respondidas, possibilita vivermos longe da construção de uma sociedade baseada no patriarcado.

Ao se abordar esse tema, sabemos que o problema é muito maior do que se pensa, pois acabar com o privilégio masculino, promove ainda mais a violência, que pelo uso da lei ( do homem feita para os homens), viveram a vida inteira usufruindo disso, tratando com “ normalidade “, esses privilégios; mascarando uma realidade cruel para com as mulheres, inclusive, “ desqualificando a fala feminina” toda vez que a mulher tenta chamar atenção para um direito que é ferido. Esse detalhe é na prática, só uma pequena amostra do que é mexer em estruturas violentas. Afinal, o homem não deseja ter uma mulher na base da pirâmide, nem alçando posições de destaque. Embora, a ela já tenha se destacado muito; já tenha lutado muito, o machismo ainda tem muita força nos dias atuais, o que faz com que não deixemos de enxergar o óbvio, que é ir contra essa prática, para fazer valer os nossos direitos. E só defendendo o que estou colocando aqui, que de fato, se enxerga a mulher como alguém ou seja, um ser humano, não menor, mas como parte importante e digna dos mesmos direitos na história.

A busca por mudanças é fundamental para expandirmos além do discurso. E para isso, é preciso vencer a desinformação, o preconceito e avançarmos em relação aos movimentos . Aliás, quando se fala de preconceito, este já deveria ter sido superado, porque já provamos a nossa capacidade, o que não deixamos de ser ainda foi “ silenciadas”, como de costume, fomos. Temos que ser acolhidas e representadas em todos os espaços, dando voz a muitas outras mulheres, porque é só nos dando as mãos que somos fortes.

Marii Freire. Violência Contra a Mulher

https://Pensamentos.me/VEM comigo!

Imagem: autoral

Santarém, Pá 22 de julho de 2025

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante