É impressionante como, quando uma mulher fala sobre violência, o homem tenta calar a sua voz; tenta sobretudo, tecer comentários dentro de um formato próprio do machismo que, coloca essa mulher num campo de “ ridicularização “. Essa também é compreendida como uma forma de intimidar ou seja, a partir de como essa mulher é classificada, ela passa ser motivo de “ piadas”, “ olhares” que comunicam “ desprezo”, “ rebeldia” e desleixo; poupando assim uma forma mais “ agressiva “ de comunicar, de não aprovar a sua fala em lugares de poder.
É importante falar que esse é um comportamento abusivo dentro de todo um sistema que diz “ se coloque no seu lugar “. Aqui, não se trata de um comportamento que se observa em espaços restritos, mas revela, os resquícios do machismo como disse anteriormente, em todos os lugares, e que por meio desse tipo de prática, tentar oprimir, apequenar; levando a sociedade a reagir negativamente a qualquer ação da mulher que não seja “ moldada” por um homem. Desde de sempre, a mulher foi condicionada a não pensar, veja: não é que a mulher não fosse capaz disso; ela foi “ impedida “. Essa foi uma escolha masculina; tolhindo não só a sua liberdade, como impedindo-a de ter direitos. E hoje, quando a mulher expõe o que pensa; por conta de uma educação, cujos valores são todos ultrapassados, a falácia dessa geração de homens que não foram ensinados ( educados) a lidar com essa nova mulher, ainda procura dizer “ cale a boca”. Isso demonstra a clara tentativa de deixá-las acuadas. A minha resposta sobre esse problema é muito simples, porém, mostra uma forma complexa, incrustada de poder masculino sobre o feminino em nossa sociedade.
Falar sobre a mulher; falar sobre direitos e liberdade, ainda reflete essa forma impeditiva, contraditória e violenta que temos de lidar. Mas é necessário ultrapassar todas essas barreiras que tentam nos impedir, e assim continuar lutando por nossos ideais.
Marii Freire. Violência Contra a Mulher
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Imagem:autoral
Santarém,Pá 19 de junho de 2025

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