Violência Doméstica
Quando se fala em violência doméstica é preciso o sangue jorrar para que a sociedade veja que uma mulher sofre violência? E se assim certificamos, porque a maioria quer “ amenizar ” a situação ou o que é mais absurdo “ justificar “ tal ato? É da natureza humana ser ruim? Se sim, isso deflagra pobreza em nós. E quanto aos que debocham? E os que se dedicam a confrontar esse tipo de situação? Seja a violência psicológica ou estrutural, ela se revela em números e “ lenços “ que trazem algum alento sobre a família dessas vítimas.
A resposta ao problema não é: “ não vi agressão ali”. A agressão na maioria das vezes, ocorre na clandestinidade, quando se torna pública é porque isso é só a ponta do iceberg. As provocações, os gritos, os empurrões, os tapas já fazem parte da rotina do casal há muito tempo. “ Não, é briga de casal, e nisso, ninguém se mete”. Se mete, sim! Se grita também, se reivindica, se busca ajudar essa mulher.
A sociedade não pode fechar os olhos para esse tipo de situação. A mulher não precisa colecionar um álbum de hematomas para ter como provar que sofre violência. Ela tem que denunciar e a sociedade não acatar esse tipo de crueldade. A violência tem suas marcas que pode ser roxa, vermelha. Não tem como esconder, a violência, pois ela deixa seus vestígios… aonde quer que aconteça.
Marii Freire. Violência doméstica
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Imagem: Marii Freire
Santarém, Pá 16 de abril de 2025

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