Violência Doméstica

Violência Doméstica

Quando se fala a respeito de violência doméstica, a impressão que se tem é que, por esse fato ocorrer na clandestinidade ou seja, longe de nossos olhos; uma vez que se costuma ouvir relatos dessas vítimas, parece que isso não as machuca ao ponto delas desejarem sair desse tipo de situação. Além disso, muitas de nós mulheres, crescemos ouvindo histórias de que “ Ana” apanhou ou se tornou “ compreensiva demais “ a ponto do que ela sofreu a vida toda, “não ter precisado romper a derme”, e sangrar. Não é assim que temos uma formação fantasiosa de historias, de que os casamentos duradouros ou seja que “ foram perfeitos?” E que o amor renunciado por meio de abusos e maus-tratos, serviu para ajudar o casal seguir em frente?
Não, na prática, não é assim que essa realidade funciona. Muitas dessas famílias; muitas dessas mulheres nunca tiveram o gosto de dizer “ pare, me respeite!” Como hoje, se “ encoraja tanto essas mulheres “, principalmente, fazendo com que, haja uma propagação maior sobre seus direitos, esclarecendo dúvidas e, com o foco voltado para “ salvar “ essas vítimas, olhando para as suas necessidades enquanto vivas. Por isso, o interesse de trabalhar esse tema, entre outras coisas, conscientizando sobre essa realidade cruel, e consequentemente, atrelado a isso, ao desejo de mudança.
A luta é pela vida, por proteger e fazer com que essa mulher amanhã ou depois, não entre para uma estatística triste em nosso país que é o feminicídio. Só para se ter uma ideia do que estou falando, o Brasil é o 5º país no ranking mundial de feminicídio.
E todos nós, sabemos como essa violência começa. Nenhum homem mata uma mulher de forma imediata. Ele vai fazendo isso aos poucos, por meio de situações que começa por abusos, xingamentos, empurrões. Enfim, quando se percebe essa violência está sendo parte da vida do casal. Muitas mulheres sofrem caladas, outras até falam para a família. Mas, nem sempre são acolhidas em suas causas.

“ Quando se fala de violência, a impressão que se tem é que “ o tapa não dói e as humilhações diminuem.”

Quer dizer, em muitos casos, a família dessa mulher sabe, mas não tem uma mentalidade transformadora, porque pede muitas vezes para a mulher que é agredida “ releve”. Na prática, isso é compreendido como “ os entraves “ da relação. Afinal, qual o casal que não passa por problemas? Problemas todos os casais tem. Porém, aceitar conviver com violência, não é normal. “A romantização de relacionamentos perfeitos” não persistem nos dias de hoje.
É admirável quando uma mulher consegue sair da situação de violência. Isso amplia não só a visão, mas cria a possibilidade de muitas poderem sair também.
É sabido que o maior legado da mulher hoje, é lutar por seus direitos; direito de viver com dignidade; direito de dizer “ não “ quando algo já não fizer sentido para ela, inclusive, dizer “ não “ a violência.

Marii Freire. Violência Doméstica.

https://Pensamentos.me/VEM comigo!

Imagem: autoral

Santarém, Pá 8 de abril de 2025

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante