Dia Internacional da Mulher

Escrever é um ato prazeroso. Mas, escrever nesse #8M, torna-se também uma necessidade sobre aquilo que se tem a dizer ao mundo sobre nós mulheres.

Acredito que em menos de um século de nossas conquistas, talvez seja cedo demais, falar que conseguimos chegar ao topo; em parte sim. A importância de nos colocarmos diante de situações que exigem de nós, digamos “ postura “ e “ consciência “ para enfrentarmos situações de abuso ou humilhação em ambiente de trabalho, ou ainda, em reuniões; ter que ouvir colegas homens nos interrompendo, assim como muitos outros exemplos, faz com que todos os dias, tenhamos que lidar com esses obstáculos, com desigualdades que precisamos vencer.

Os desafios de modo geral, não são necessariamente ruins. E aí, você deve pensar: “ mas a respeito do que ela se refere?” Se é algo ruim, devemos mudar. Mas, nesse caso, eu vou aprofundar o que estou pensando. Veja, quanto mais trazemos à baila a face das nossas desigualdades, mais se mostra dor e sofrimento. Da mesma forma que, não se tem como esconder algumas situações latentes contra as mulheres que no caso , é a violência, a misoginia, o ódio. Enfim, uma série de problemas que são fontes ( de ricos debates) e que, não podemos aceitar conviver com problemas assim e não fazer nada. É importante conhecer a face dessas vítimas ao longo da história, justamente para continuarmos lutando e buscando construir nossos próprios caminhos.

Não existe o momento da “ chacoalhada perfeita “ para a sociedade acordar. Todo dia é dia, assim como, toda hora é hora. A pergunta é: “ quem tem interesse, quem se importa em respeitar os direitos humanos das mulheres? Eu observo as injustiças, me preocupo e escrevo para o mundo sobre isso.

Sou inspirada pela necessidade de ajudar, o sofrimento do outro, me faz agir; sou humanista, antes de qualquer coisa. É claro que quando se fala em direitos, somos todos iguais em dignidade e valor, porém, na prática, isso se alonga do que garante a nossa Constituição Federal. Não é à toa que se comete tanta atrocidade, sem que isso para os verdadeiros algozes, promova comoção.

Hoje, não vou falar em números, só vou me referir a seres humanos. A verdade é que, não se calcula o valor de uma vida pelos acontecimentos, isso deve ser visto de uma forma muito mais vasta. Não são só mulheres mortas, não são só mulheres violentadas sexualmente; são seres humanos. Evidentemente que, os problemas não param por aqui, há muito mais a ser dito, em especial, a ser visto e respeitado.

Escrever é uma forma de protestar, de não fazer silêncio diante das muitas desigualdades que temos. O meu senso de justiça sempre foi aguçado. Sou especialista em direito penal, escolhi o direito da mulher para lutar, escolhi o campo dos direitos humanos para defender e fazer justiça, ainda que escrevendo.

Termino esse texto, reiterando a minha fala sobre essa realidade descrita em muitos outros textos nesse espaço que é: “ mulher, continue lutando”; continue inspirando e encorajando outras mulheres a lutar por seus direitos.

Marii Freire. Dia Internacional da Mulher

https://Pensamentos.me/VEM comigo!

Santarém- Pará, 8 de março de 2025

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante