A história da mulher vem ganhando novos contornos nas últimas décadas. Particularmente, acho precoce dizer que ” somos Autoras de Nossas Histórias “. Se você levar isso à risca, tem um fundo de verdade. Todavia, ao lançar um olhar para trás, veremos que séculos de opressão, não é algo fácil de ser ” revertido em termos de perdas”. Podemos, sim “melhorar muita coisa” no sentido de direitos; pelo menos, aqueles que estamos lutando diariamente. Claro que, muito já conquistamos. Essa briga é ferrenha e vai além de assegurar direitos; ela chama atenção para conquista de novos horizontes, de ideais também a serem alcançados.
A luta por direitos é uma luta diária
A luta da mulher por direitos, ela é diária. Nós temos uma lei que protege os nossos direitos. Mas precisamos também ter uma segurança maior, porque se você observar a estatística em relação à violência contra a mulher, nota que o número de assassinatos são crescentes em nosso país. Aliás, no mundo todo. Todavia, acerca de Brasil que é onde há proteção, isso ainda abre parêntese para muitas preocupações. Então, pode haver vangloria? Acho que não. A mulher ainda se movimenta dentro desse processo, como quem ” reivinfica por um lugar”, na verdade, o seu lugar, assim como, por um olhar mais humano. Todavia, o desafio de chegar a patamares maiores, faz com que ela não só enfrente muitos problemas, como em alguns casos, não seja vista em termos de capacidade.
É sabido que a mulher participa mais na vida política por exemplo, mas encontra muitos obstáculos pelo caminho. Deveria encontrar? Penso que não. Agora, se há essa exigência que faz com que ela lute para assegura um direito que é expresso Constitucionalmente, é porque tem alguém ” puxando com firmeza do outro lado”. Diariamente, vemos mulheres sofrendo violência, e nem falo de violência política, mas tantas outras formas que fazem a gente se questionar sobre muita coisa. E confesso que, uma delas é não deixar de lutar ou ” baixar a cabeça” para as adversidades que tentam nos impor freios.
A educação como instrumento de libertação
Hoje, a ideia que coloca a mulher diante de seu próprio protagonismo, dar-se também por esse viés da educação. Esta, foi fundamental para abrir caminhos à mulher, de modo que, pudéssemos estreitar as muitas formas de desigualdades, entre elas, a maneira de como éramos vistas.
” A forma como as mulheres lutam hoje, é o reflexo do resultado da educação que elas recebem. “
A educação é um instrumento de libertação feminina. Por que antes, a mulher não podia gerar opinião sobre questões públicas por exemplo? Porque entre outras coisas, elas recebiam uma educação ( quando recebiam) de maneira limitada. Outro fator que implica nessa questão, é o fato de antes, não existir leis para garantir nossos direitos. Isso, nos deixava em situação de desvantagens perante aos homens. Hoje, mesmo diante de tantas mudanças significativas; mudanças sociais como, culturalmente falando, ainda há muitas formas de querer impedir que a mulher exerça seu papel, e exemplos não faltam se eu fosse me prolongar nisso. Porém, o intuito maior aqui, é falar sobre como a educação muda histórias.
O protagonismo feminino é uma construção que vem dessa luta e que, ainda não é um [resultado], éum processo contínuo, que mostra que temos um caminho longo pela frente. Repito: o protagonismo é um processo. Somos ” Autoras de Nossas Histórias” em ascensão, compreende? Esse processo é contínuo como disse anteriormente; o que requer muita atenção, consciência e coragem, para escrever capítulos que terminam em sucesso.
Marii Freire. Autoras de Nossas Histórias
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Imagem: Autoral
Santarém, Pá 21 de fevereiro de 2025

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