Quanto mais tempo, a mulher passa dentro de relacionamentos doentios ( que contém violência doméstica) naturalmente, essa mulher vai sofrer. Sabe aquele tipo de mulher que diz: ” Ah, na oportunidade certa, eu saio disso “, é aquele tipo de pessoa que vai ” empurrando o problema ” pra frente, achando que tem a capacidade de resolver ele, antes desse ” tempo” estabelecido por elas, – o que é um engano, porque cada vez mais ” essas vítimas” ficam presas a essas histórias de dor e sofrimento.
Eu trabalho com essa realidade, portanto, posso afirmar que ” as mulheres que me disseram isso, continuam com homens que as ferem, batem e as desrespeitam”. E por quê? Por muitos motivos, dentre eles, pelo fato, delas não conseguirem ter força para sair desse tipo de situação. É um ciclo vicioso. Elas conhecem o comportamento de seus parceiros, sabem que isso é repetitivo. Mas, algumas mulheres não procuram fazer algo para sair desse tipo de situação.
” Nos momentos mais tensos, toda vítima de violência quer sair da relação. Mas passou aquilo, elas tornam amar seus parceiros novamente. “
Nos momentos tensos, muitas mulheres demonstram o interesse em pedir a separação. Mas, passado aquele tempo, elas parecem se ” acomodam na posição” de sempre, que é serem passivas demais…até o ponto que novamente, toda história se repete; e que é onde também, elas ficam paralisadas, como se repetissem para si mesmas: ” Não é possível!”, o que na prática é, porque se chama atenção para um padrão. O sujeito não muda.
Então, observando todo o sofrimento, proveniente de comportamentos e atitudes que não mudam, ali, já se sentindo no fundo fo poço, e não aguentando mais sofrer; inseguras, humilhadas e em lágrimas; tendo que encarar o fim, algumas pedem ajuda. Mas é preciso ” doer na carne” para chegar nesse ponto, de já não se perder em meio aos drama e ter que aceitar que acabou.
O fim é a possibilidade de um novo começo.
Eu vou terminar esse texto dizendo o seguinte para todas as mulheres:
Mulher, se você for compreensiva demais ou ” viver arrumando desculpas ” para perdoar o imperdoável na sua relação; saiba que, além de submeter- se ao sofrimento, irá lutar contra uma realidade que não muda.
Enfrente seus medos!
Enfrente seus medos. É necessário não fantasiar amor, onde você já percebeu que não tem. Veja, você não lutou, não fez de tudo para a outra pessoa compreender que você estaria disposta a fazer qualquer sacrifício para que a relação de vocês desse certo? O outro lado, fez tanto quanto você? Se fez, ótimo. Todavia, se só você se esforçou, tem algo que não pode ignorar que é o fato, da outra pessoa também, não querer tanto quanto você. Não vá sucumbir sozinha diante disso. Lute pela pessoa que voce é, pela dignidade que ainda tem. Aprenda a se amar, para não depender do amor de ninguém. O amor começa também quando se aprende a impor limites.
Marii Freire. Violência Doméstica
https://Pensamentos.me/VEM comigo!
Imagem: Marii Freire
Santarém, Pá 17 de janeiro de 2025

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